- O Japão avalia operações de desminagem e escolta no Estreito de Ormuz, após acordo de paz entre EUA e Irã, mas enfrenta resistência interna.
- Primeiro-ministra Sanae Takaichi disse considerar o acordo significativo e ressaltou a necessidade de assinatura e implementação sem falhas.
- Se houver cessar-fogo, o Japão pode participar de uma missão multilateral para abrir o estreito; porém, há restrições constitucionais que dificultam envio de tropas.
- A Força Marítima de Autodefesa do Japão tem capacidade de desminagem com 16 embarcações e dois navios de apoio; decisões dependem de planejamento e condições no terreno.
- Opinião pública local está dividida quanto ao envio das Forças de Autodefesa, com pesquisas mostrando tanto apoio quanto ceticismo.
O Japão avalia operações de desminagem e escolta no Estreito de Ormuz, após o acordo de paz entre EUA e Irã. O governo russo enfrenta resistência interna para apoiar a missão, sob a orientação constitucional vigente.
A primeira-ministra Sanae Takaichi afirmou, em Roma, que o acordo é um passo importante para a resolução da região. Ela destacou a necessidade de assinatura formal e execução precisa do conteúdo.
Minoru Kihara, secretário-chefe do Gabinete, disse que nada foi decidido sobre envio das SDF ao Estreito. Ele indicou que decisões sobre assistência humanitária dependem da avaliação da situação.
A Constituição japonesa, com base no Artigo 9, restringe envio de tropas ao exterior. O governo diz que operações no Golfo Pérsico não devem ocorrer se houver ameaça de retorno da região a combates.
Em março, Trump pediu aos aliados apoio para o Estreito. Em cúpula com os EUA, Takaichi afirmou que o Japão responderia dentro da lei japonesa, monitorando movimentos europeus.
O governo japonês avaliou cenários discretamente, incluindo envio de tropas, enquanto observava Reino Unido e França. A hipótese prevê atuação apenas dentro dos limites legais.
Em abril, membros do PLD sugeriram que, após um cessar-fogo, o Japão avaliasse navios caça-minas para manter a navegação no Estreito. A ideia ganhou apoio interno entre aliados.
Takaichi informou a pessoas próximas que o Japão teria várias opções após o acordo de cessar-fogo. A MSDF é destacada pela capacidade de desminagem, com 16 embarcações especializadas.
A força japonesa pode empregar métodos de remoção de minas com localização conhecida ou varredura ampla. A MSDF tem dois navios de apoio logístico para missões prolongadas.
Um alto funcionário japonês afirmou que o tamanho das minas existentes influenciará o planejamento, mesmo com o acordo ainda pendente até 19 de junho. O país analisa custos e riscos.
Reino Unido e França coorganizaram reunião com cerca de 40 países sobre navegação segura e remoção de minas, sob fiscalização do direito internacional. O comunicado ressalta conformidade com constituições nacionais.
O ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi, mencionou que apoio a uma missão requer cessar-fogo, diálogo com o Irã e redução de ameaças no terreno. Sem consenso, o plano permanece em estudo.
Historicamente, a MSDF já atuou na remoção de minas no Golfo Pérsico em 1991, pós-Guerra do Golfo. A experiência dá suporte à viabilidade técnica do desdobramento.
No que tange a escolta, o ex-primeiro-ministro Abe enviou navios ao Oriente Médio em 2019 para coleta de informações, dentro dos limites legais, sem participação em coalizões lideradas pelos EUA.
Uma pesquisa do Nikkei Asia, feita em abril, mostrou opiniões públicas divididas sobre o envio das SDF. Pequeno adicional de apoio aparece ao considerar ações antes do fim dos conflitos.
A reportagem acompanha a evolução da posição japonesa conforme o acordo entre EUA e Irã avança, e conforme as comissões internas avaliam riscos, custos e legalidade.
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