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Líder comunitária transforma vidas em um dos países mais vulneráveis da África

Líder comunitária ex-refugiada atua na República Centro-Africana, empoderando mulheres e crianças em meio à crise humanitária e aos conflitos

Crianças e mulheres são alvos vulneráveis de conflitos armados, por isso a ativista direciona muito dos seus esforços ao empoderamento e autonomia desses grupos
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  • Nina Mireille Yankinon, ex-refugiada, fundou a ONG Londo E Lekere para empoderar mulheres na República Centro-Africana.
  • O país enfrenta crise humanitária desde 2013, com conflitos étnicos e religiosos e alto índice de desnutrição infantil (quase 40%, conforme UNICEF, em 2024).
  • A liderança jovem de Nina busca reconstruir vidas de comunidades afetadas pela guerra, com foco em mulheres e crianças.
  • A ONG, apoiada pela UNAOC, atua em fóruns inclusivos, programas de rádio, conferências e campanhas em escolas para reduzir divisões provocadas pelo conflito.
  • Desafios incluem resistência de anciãos e líderes tradicionais e a marginalização de mulheres na tomada de decisões; a educação é vista como caminho para paz.

A República Centro-Africana enfrenta crises humanitárias recorrentes, com acessos limitados a serviços básicos. Dados de 2024 indicam que quase 40% das crianças sofrem desnutrição crônica, agravando a insegurança alimentar no país.

Nina Mireille Yankinon, ex-refugiada e ativista, criou a ONG Londo E Lekere, dedicada ao empoderamento de mulheres e à proteção de grupos vulneráveis. Ela atua em comunidades afetadas pela guerra civil que desde 2013 impacta a região.

A líder fundadora conta que, como jovem, enfrentou deslocamento forçado com a família para Camarões após confrontos armados. Hoje, trabalha para reconstruir vidas por meio de ações comunitárias e educação.

A atuação de Yankinon é apoiada pela Aliança das Civilizações da ONU (UNAOC), que envolve formatos de diálogo, campanhas de conscientização e projetos em escolas. A ONG busca reduzir as divisões provocadas pelo conflito.

Sobre a atuação e o impacto

A diretora enfatiza que anciãos e líderes tradicionais costumam questionar a autoridade de jovens para liderar iniciativas. A resistência inicial é comum, mas a atuação busca ampliar a participação de mulheres em decisões comunitárias.

A líder ressalta a relação com adolescentes e jovens vulneráveis, facilitando diálogos que incentivam meninas a se engajar na assistência a crianças e mulheres desamparadas. O foco é ampliar redes de apoio.

A educação aparece como ferramenta central para a construção de paz. Segundo Yankinon, o conhecimento permite superar barreiras étnicas, religiosas e de gênero, contribuindo para a resiliência das comunidades.

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