- EUA e Irã fecham acordo de paz para encerrar o estado de guerra e reabrir o Estreito de Ormuz, com assinatura prevista na próxima sexta-feira em território suíço, após mediação do Paquistão.
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a abertura do estreito sem pedágio e a remoção do bloqueio naval americano.
- A normalização do tráfego deve levar até trinta dias, segundo o Irã, que também fala em desmonte gradual das barreiras e procedimentos internos.
- O cronograma indica sessenta dias para um tratado definitivo entre Washington e Teerã.
- O mercado reage com queda nos preços do petróleo: Brent a US$ 84 o barril e WTI a US$ 81 o barril.
O acordo entre Estados Unidos e Irã visa encerrar o estado de guerra na região e reabrir o Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o comércio mundial de petróleo. A assinatura do documento ocorrerá na sexta-feira, em território suíço, com mediação do Paquistão. O anúncio foi feito após negociações diplomáticas intensas.
Donald Trump confirmou a decisão de suspender restrições militares na área por meio das redes sociais. Segundo autoridades, o pacto estabelece a remoção do bloqueio naval e o fim de medidas de trava ao tráfego, com implementação gradual ao longo de dias.
Detalhes do acordo e prazos
O vice-ministro iraniano das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, afirmou que o processo exige organização prática e a assinatura formal do memorando. O Irã prevê iniciar procedimentos internos para remover barreiras ao tráfego dentro de até 30 dias.
O texto também projeta um prazo de 60 dias para um acordo definitivo entre Washington e Teerã, além de discutir passos para a normalização de sanções. Fontes iranianas mencionaram possíveis flexibilizações, condicionadas a compliance técnico.
Reação de mercado e implicações
Mercados reagiram com queda nos preços do petróleo, com o Brent em torno de US$ 84 o barril e o WTI em cerca de US$ 81. Analistas destacam que a normalização do fluxo de navios pode reduzir volatilidade na hidrovia.
Fontes ouvidas pela imprensa indicaram divergências sobre o conteúdo do memorando. Enquanto Teerã cita suspensão de conflitos no Líbano, autoridades norte-americanas ressaltam que sanções só serão flexibilizadas após cumprimento técnico, incluindo o programa nuclear.
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