- Ministros britânicos iniciaram uma operação de lobby para evitar retaliação de Donald Trump ao banimento de redes sociais para menores de 16 anos no Reino Unido.
- O governo quer mostrar que as restrições não miram empresas norte-americanas e manter o apoio internacional, incluindo encontros na cúpula do G7.
- O conjunto de medidas inclui limitar transmissão ao vivo por menores, impedir contatos não solicitados em sites de jogos e banir chatbots “românticos” para menores de 18 anos.
- Exceções específicas foram citadas, como YouTube Kids, Lego Play e Google Classroom, com planos de ampliar regras e exigir identidades ou verificação de idade.
- Ofcom deve apresentar propostas de fiscalização no outono, com objetivo de valer até o início de 2027, enquanto autoridades estudam até quando manter as restrições.
Ministros britânicos intensificaram uma operação de lobby para evitar retaliação da administração Trump após o anúncio de banimento de redes sociais para menores de 16 anos. A medida, proposta pela oposição trabalhista, foi divulgada na segunda-feira e visa proteger crianças no Reino Unido, segundo autoridades. A imprensa aponta que o governo teme reação de Washington, inclusive tarifação associada ao imposto de serviços digitais.
O governo descreve a meta como proteção de menores, não ataque aos gigantes de tecnologia norte-americanos. A ofensiva envolve engajar empresas, adiantar briefing da administração e desmistificar a política na mídia, segundo uma pessoa próxima às negociações. Keir Starmer deve encontrar o presidente Trump na cúpula do G7 em Evian, nesta semana.
Estratégia de comunicação
Apesar do esforço, ainda não houve comentário público de Trump sobre o assunto até a noite de segunda-feira. Apoiadores de Starmer destacam que a pauta envolve medidas para reduzir danos ao bem-estar infantil e evitar tumultos diplomáticos.
Detalhes da proposta
A norma britânica avança além do modelo australiano, com limites de idade para várias plataformas e restrições como transmissão ao vivo por menores de 16 anos e contato não solicitado de adultos com crianças em sites de jogos. Serviços específicos ficam isentos, como YouTube Kids, Lego Play e Google Classroom.
Desdobramentos tecnológicos
O governo avalia estender a regulação a ferramentas como VPNs e estudar requisitos de identificação para uso de plataformas. A medida pode exigir verificação de idade por meio de documentos ou dados biométricos, segundo fontes próximas ao processo.
Repercussões e perspectivas
Entidades do setor alertam para riscos de empurrar jovens para ambientes não regulados, com menor proteção, enquanto autoridades defendem que a intervenção busca reduzir assédio online e impactos na saúde mental. Estima-se que a maioria de jovens entre 13 e 15 anos tenha contas em redes sociais.
Próximos passos
Ofcom deve apresentar propostas de fiscalização no outono, com a expectativa de implementação inicial entre o fim de 2026 e início de 2027. A ministra de Tecnologia, Liz Kendall, reiterou a intenção de ampliar a aplicação da medida o quanto antes, mantendo o foco na proteção infantil.
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