- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que a luta do país não acabou e que continuará neutralizando ameaças, mesmo com o acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.
- Netanyahu disse que o Exército manterá zonas de segurança já estabelecidas no Oriente Médio, incluindo Gaza, Líbano e Síria, para proteger Israel.
- Ele alegou ter salvado Israel da aniquilação nuclear, e disse que o Irã não terá arma nuclear, com ou sem acordo, mantendo a ação para impedir ameaças.
- O acordo entre EUA e Irã prevê fim dos combates, reabertura do Estreito de Ormuz e que aliados dos EUA não ataquem o Irã; o texto aumenta pressão sobre Netanyahu.
- A fala gerou reação negativa de políticos israelenses e analistas, que apontam que Netanyahu não atingiu seus objetivos de guerra e pode haver novos ataques contra o Hezbollah.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que a luta do país não acabou mesmo com a assinatura de um acordo de paz entre os EUA e o Irã. A declaração ocorreu nesta segunda-feira e reforça a continuidade da atuação israelense na região.
Netanyahu disse que o Exército permanecerá em zonas de segurança já estabelecidas no Oriente Médio e que continuará neutralizando ameaças. O premiê enfatizou que, independentemente de acordos, o Irã não terá arma nuclear e que Israel agirá para impedir isso.
A assinatura do acordo eletrônica entre Washington e Teerã ocorreu neste domingo, encerrando formalmente meses de negociações. O documento prevê fim dos combates, reabertura do Estreito de Ormuz e a vedação a ataques a território iraniano por aliados dos EUA, incluindo Israel.
Netanyahu reiterou a composição das zonas de segurança ao sul do Líbano, na Síria e na Faixa de Gaza. O premiê afirmou manter liberdade de ação para conter ataques do Hezbollah, justificando a atuação como defesa de Israel.
A fala de Netanyahu acontece em meio a críticas internas, com parte do governo reagindo negativamente ao acordo. Analistas apontam que a cooperação regional pode sofrer abalos caso haja violações ou novos confrontos no território.
De acordo com o premiê, os acordos de paz não alteram o alinhamento estratégico de Israel na região. Ele ressaltou a importância de manter parcerias militares para enfrentar ameaças, inclusive no contexto de tensões com o Irã.
A posição de Netanyahu gerou preocupações sobre possíveis riscos ao acordo, já que ações israelenses contra o Hezbollah costumam ser interpretadas como desdobramentos de uma política de prevenção. Jogo diplomático ganha novo dinamismo com a assinatura.
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