- A polícia prendeu 117 pessoas durante um protesto de apoio ao Palestine Action, grupo pró-Palestina classificado como organização terrorista pelo governo do Reino Unido.
- As detenções ocorreram perto da Royal Courts of Justice, em Londres; outras duas pessoas foram presas em frente ao Old Bailey.
- A Corte de Apelação do Reino Unido manteve a proibição ao Palestine Action, validando a decisão do governo de ilegalizar o grupo.
- O banimento foi implementado em julho de 2025, tornando crime apoiar publicamente a organização no país.
- Na semana passada, quatro integrantes foram condenados a cinco a oito anos de prisão por ataques à sede da empresa Elbit Systems, em Bristol, em agosto de 2024, e mais de três mil pessoas já foram presas em atos ligados ao Palestine Action desde a proibição.
Na Polícia Metropolitana de Londres prendeu 117 pessoas nesta segunda-feira durante um protesto em apoio ao Palestine Action, grupo pró-Palestina classificado como terrorismo pelo governo britânico. As detenções aconteceram após a Justiça validar a ilegalização do grupo.
A ação ocorreu nos arredores da Royal Courts of Justice, no centro de Londres. Outras duas pessoas foram detidas em frente ao Old Bailey, em outra manifestação, segundo a Met Police.
A decisão judicial confirma que demonstrar apoio público a uma organização banida pode configurar crime, segundo a Corte de Apelação, que manteve a proibição anunciada em julho de 2025 com base na legislação antiterrorismo.
A organização foi proibida pelo governo em julho de 2025 por ações contra instalações de defesa e bases militares, visando impedir o fornecimento de armas a Israel. Desde então, mais de 3 mil detenções relacionadas ao grupo foram registradas no país.
Na semana passada, quatro integrantes do Palestine Action foram condenados a penas entre cinco e oito anos por ataques à sede da Elbit Systems, em Bristol, em agosto de 2024. O grupo ainda pode recorrer à Suprema Corte britânica, se obtiver autorização com novos argumentos legais.
Huda Ammori, cofundadora do Palestine Action, afirmou a imprensa que pretende contestar a proibição até as últimas instâncias, alegando violação da liberdade de expressão e do direito de protesto.
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