Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Reuniões em Bonn entram na reta final; clima migra do o quê para como

Bonn avança na implementação do consenso de Dubai, movendo o debate de o que fazer para como executar metas de adaptação e financiamento climáticos

Presidência da COP30 em Bonn: implementação do consenso de Dubai como fio condutor da semana. (Lara Murillo/UNFCCC/Flickr)
0:00
Carregando...
0:00
  • Segunda semana da SB64 em Bonn foca na implementação do consenso de Dubai para a transição longe dos fósseis, com retomada de negociações sobre indicadores do Objetivo Global de Adaptação (GGA).
  • A sessão de sexta-feira confirmou a liderança da COP30 no caminho de implementação, enfatizando que não é preciso renegociar o consenso, mas avançar com medidas práticas.
  • Principais obstáculos citados incluem subsídios a combustíveis fósseis, acesso a capital em países em desenvolvimento e infraestrutura para energia limpa; entre as alavancas estão precificação de carbono e reformas tributárias.
  • A Aliança para Implementação dos Planos Nacionais de Adaptação, lançada pela COP30 com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, visa ampliar cooperação, mobilizar investimentos e engajar o setor privado.
  • A agenda prevê para esta semana continuidade de debates sobre GGA, Diálogos Veredas e preparação para a COP31, com metas de ampliar eletrificação e manter planos até a COP32, em 2028.

A segunda semana da 64ª sessão dos Órgãos Subsidiários da UNFCCC (SB64) começa em Bonn com agenda carregada. Negociadores de mais de 130 países retomam as tratativas sobre indicadores do Objetivo Global de Adaptação (GGA), que ficaram em aberto na semana anterior a pedido do G77. A meta é avançar para a implementação.

Na sexta-feira, a presidência da COP30 realizou sessão aberta sobre o caminho para além dos combustíveis fósseis, com a sala lotada. A leitura dos participantes aponta que o debate migrou do que fazer para como fazer, com pedidos de especificidades de implementação.

Diplomacia e implementação em foco

Conduzida pelo embaixador André Corrêa do Lago, a sessão reforçou o enquadramento da Presidência brasileira. O grupo entende que o consenso sobre a transição para fora dos fósseis foi alcançado em Dubai, no parágrafo 28 do Balanço Global do Acordo de Paris, e que o foco é a implementação.

O documento apresentado por Corrêa do Lago e Ana Toni, CEO da COP30, discute barreiras como subsídios a combustíveis fósseis, acesso a capital em países em desenvolvimento e infraestrutura de energia limpa. Entre as alavancas estão a eliminação gradual de subsídios, precificação de carbono e reformas tributárias.

Entre os temas centrais para o Brasil, destacam-se biocombustíveis e redução de emissões de metano no petróleo e gás, com a eletrificação surgindo como eixo compartilhado por diversos países. A participação de países africanos, América Latina e setores privados também enfatiza esse caminho.

França e a União Europeia defenderam que os mapas do caminho continuem após a COP31 por meio de uma plataforma permanente. Holanda, França, Suíça e blocos europeus apoiam o avanço brasileiro em Bonn.

Avanços e ações concretas

Na quinta-feira, Ana Toni participou do lançamento da Aliança para Implementação dos Planos Nacionais de Adaptação (NAPs), parceria com o PNUD, Alemanha e Itália. A iniciativa busca fortalecer cooperação e mobilizar investimentos em adaptação, além de ampliar o envolvimento do setor privado.

A Aliança já envolve 76 países em desenvolvimento que submeteram planos nacionais, porém a distância entre planejamento e execução permanece como entrave. A presidência brasileira defende que os NAPs avancem para ações em território, com definição de responsáveis por financiamento.

A agenda também incluiu a ponte de implementação climática anunciada pela Turquia para a COP31, conectando prioridades nacionais de clima, economia e desenvolvimento e acelerando o fluxo de recursos. Discutiu-se ainda o papel de energia limpa como vetor de desenvolvimento.

Olhando adiante

Nesta sexta-feira, ocorre um briefing de logística para a conferência de novembro em Antalya, com foco na organização para negociadores e público credenciado. Os indicadores de adaptação serão retomados, enquanto os Diálogos Veredas seguem para alinhar fluxos financeiros.

A expectativa é definir o texto que a Presidência turca levará a Antalya, com visão de legado até a COP32, em 2028, na Etiópia. Os negociadores buscam traduzir o consenso em ações executáveis e financiáveis, com foco em implementação.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais