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Rússia usa frota fantasma para contornar sanções ocidentais

Frota fantasma de petroleiros russos contorna sanções, transporta cerca de oitenta por cento das exportações marítimas e alimenta espionagem e sabotagem na OTAN

O navio de patrulha HSwMS Carlskrona acompanha um navio cargueiro perto do litoral da Suécia, como parte da missão da Otan Sentinela do Báltico
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  • A chamada “frota fantasma” de petroleiros zumbis mantém milhões de barris de petróleo russo, iraniano e venezuelano em trânsito, contornando sanções ocidentais.
  • Estima-se que a frota atualmente tenha cerca de 1,3 mil navios, com oito% a quarenta? (Ignore) Não, recheck: 80% das exportações marítimas de petróleo da Rússia estarem nessa frota.
  • Os navios usam artifícios como transferências em alto-mar, desligar o sistema de identificação e troca de bandeiras para ocultar origem e proprietário.
  • Em outubro de 2025, um petroleiro com bandeira do Benin, chamado Boracay, foi detido perto da França por suspeita de servir de plataforma de drones; transportava 750 mil barris do terminal de Primorsk para a Índia.
  • Países da Otan criaram a missão Sentinela do Báltico; há tentativas de interceptação apenas em portos ou águas territoriais, com desafios em águas internacionais.

O texto descreve uma prática conhecida como frota fantasma, usada para contornar sanções Ocidentais. Navios petroleiros, alguns chamados “fantasmas” ou “zumbis”, transportam petróleo russo, iraniano e venezuelano, buscando compradores globais. A estratégia ganhou força após a invasão da Ucrânia, em 2022.

Especialistas apontam que a frota ajuda a manter as exportações russas por via marítima, financiando a máquina de guerra do país. Analistas estimam que cerca de 80% do petróleo russo por mar segue por esse caminho, desafiando sanções internacionais.

A frota envolve cerca de 1,3 mil navios, segundo a Windward. O número de embarcações com bandeiras falsas aumentou 65% entre janeiro e agosto de 2025, conforme a empresa. Muitos registos de bandeira são considerados fraude ou insuficiente fiscalização.

Para ocultar origem e destino, as operadoras adotam transferências em águas internacionais, desativam ou falsificam o sistema AIS, trocam de nome ou de bandeira e, por vezes, usam registros de navios já programados para desmonte. Essas práticas facilitam evasões de controle.

Entre os casos recentes, um petroleiro teve envolvimento com uma operação de drones que provocou fechamento de aeroportos na Dinamarca. O navio Boracay, com várias mudanças de nome e bandeira, transportava petróleo russo para a Índia.

Ações de resposta incluem a criação de missões da Otan, como a Sentinela do Báltico, além de inspeções de documentação de seguro em rotas estratégicas. Países como Reino Unido, Dinamarca, Suécia, Polônia e outros fortalecem controles.

Intervenções ocorrem apenas em portos ou águas territoriais; em águas internacionais, a interceptação é mais complexa, dadas as regras de passagem inocente. Autoridades ressaltam que sanções exigem cooperação jurídica entre Estados.

Autoridades russas negam operarem uma guerra híbrida e afirmam que as ações do Ocidente visam desestabilizar o país. As partes envolvidas seguem monitorando incidentes perto de infraestrutura crítica no mar Báltico.

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