- Starmer prometeu novas sanções contra a Rússia para cortar a receita de Moscou e anunciou apoio energético de cem milhões de libras para a Ucrânia nos próximos dois anos.
- O governo também vai financiar a Urenco para fornecer urânio enriquecido à Energoatom, em acordo firmado com Zelenskyy durante encontros em Downing Street.
- As novas medidas visam redes financeiras russas, mais de 600 navios da frota sombra e um esquema estatal de aquisição de tecnologia ocidental para o setor militar russo.
- A cúpula do G7, em Évian-les-Bains, deverá contar com encontros entre Starmer, Zelenskyy e Modi; o Reino Unido mantém o compromisso de aumentar gastos de defesa, com divulgação do plano antes da cimeira da Otan em julho; não está prevista reunião bilateral com Trump.
- Protestos em Genebra contra o G7 ocorreram no fim de semana, com confrontos e ações de vandalismo; antecipa-se foco internacional na resposta a pedidos de apoio à Ucrânia.
Keir Starmer anunciou novas sanções contra a Rússia e ajuda de energia para a Ucrânia durante a cúpula G7 em Évian-les-Bains, na França. Ele também confirmou apoio financeiro para manter a energia nuclear ucraniana estável neste inverno. A coletiva ocorreu na manhã de segunda-feira, em meio a tensões com Moscou.
As medidas previstas visam redes financeiras russas e mais navios da chamada frota sombra, ampliando o alvo para além do petróleo. O governo britânico informou que a iniciativa envolve cooperação com aliados do G7 para endurecer sanções e dificultar a movimentação de recursos russos.
A promessa de Starmer inclui 210 milhões de libras em dois anos para as usinas nucleares ucranianas, em resposta aos ataques à infraestrutura energética. O aporte será via financiamento britânico para Energoatom, com parte do urânio vindo da Urenco, controlada pelo governo britânico.
A operação no Canal da Mancha ocorreu na madrugada de domingo, quando forças britânicas apreenderam o navio russo Smyrtos, integrante da frota sombra. Novas ações devem seguir, sob o guarda-chuva de sanções que também visam fornecedores de tecnologia ocidental para a defesa russa.
O G7 reúne líderes de Reino Unido, EUA, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e a UE, com participação de outros países. A pauta inclui esforço para manter o apoio à Ucrânia e tratar de questões regionais, incluindo negociações com o Irã e a reabertura do Estreito de Ormuz.
Em Genebra, milhares de manifestantes mobilizaram-se contra o G7, com protestos que incluíram confrontos com a polícia e danos a estabelecimentos. As ações chamaram a atenção para críticas à gestão das sanções e ao impacto econômico global.
Espera-se que Starmer tenha encontros com Zelenskyy e Modi na terça-feira, primeiro dia completo da cúpula. O giro internacional visa consolidar apoio à Ucrânia e manter pressão sobre Moscou, sem adiantar detalhes de reuniões bilaterais com o presidente americano.
Contexto internacional
- A defesa britânica pode manter investimentos adicionais em defesa, com anúncio esperado antes da cúpula da OTAN em Ankara, em julho.
- O objetivo é reforçar alianças e sustentar o apoio à Ucrânia, além de monitorar conflitos regionais e a situação energética global.
- As medidas buscavam também demonstrar firmeza de aliados frente a crises multilaterais e demonstrar compromisso com estabilidade regional.
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