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Suíça rejeita proposta de limitar população a 10 milhões em referendo

Referendo na Suíça rejeita limite de dez milhões de habitantes até 2050, mantendo a população atual e evitando mudanças no acordo com a União Europeia

Suíços na entrada de seção eleitoral em Berna neste domingo (14) (Foto: ALESSANDRO DELLA VALLE/EFE/EPA)
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  • Em referendo realizado neste domingo, a Suíça rejeitou a proposta de limitar a população a 10 milhões de habitantes.
  • Cerca de 59% dos eleitores registrados votaram; 55% foram contra e 45% a favor.
  • A iniciativa, proposta pelo Partido Popular Suíço (SVP), previa o limite de 10 milhões até 2050, com ajuste anual pelo governo após essa data.
  • Se a população ultrapassasse 9,5 milhões antes de 2050, haveriam restrições para residência permanente de solicitantes de asilo e familiares; se chegasse a 10 milhões, o governo deveria adotar medidas para cumprir o limite, incluindo revogar acordo com a União Europeia sobre livre circulação de pessoas.
  • O SVP afirmou que imigração excessiva beneficia uma pequena elite econômica e impõe custos à população; o ministro da Justiça, Beat Jans, comentou que o resultado representa estabilidade, abertura e confiabilidade.

A Suíça rejeitou, neste domingo (14), uma proposta do Partido Popular Suíço (SVP) para limitar a população do país a 10 milhões de habitantes. A consulta ocorreu por meio de referendo nacional.

Cerca de 59% dos eleitores registrados participaram do pleito. Desse total, 55% votaram contra a proposta e 45% a favor. O resultado mantém a população atual em torno de 9 milhões de pessoas.

A iniciativa previa que o limite de 10 milhões fosse adotado até 2050, com ajuste anual pelo governo após essa data. Caso a população ultrapassasse 9,5 milhões antes de 2050, haveria restrições para pedidos de residência permanente de imigrantes e familiares.

Se o total ultrapassasse 10 milhões, o governo ficaria autorizado a adotar medidas para cumprir o teto, incluindo a possível revogação de acordo com a União Europeia sobre a livre circulação de pessoas.

Durante a campanha, o SVP argumentou que a imigração excessiva beneficia uma pequena elite econômica e gera custos em habitação e transportes para a população. O ministro da Justiça Beat Jans comemorou o resultado, destacando sinal de estabilidade e confiabilidade.

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