- Taiwan lançou um site para chineses enviarem informações de inteligência, visando ampliar fontes de informação do governo e atender ao descontentamento entre cidadãos chineses.
- O site é bloqueado na China, mas muitos cidadãos chineses usam VPNs para acessar plataformas bloqueadas.
- O Gabinete de Segurança Nacional de Taiwan afirmou que a economia da China enfrenta dificuldades e o controle político permanece rígido, alimentando descontentamento público.
- Um vídeo promocional, dito ter sido gerado por inteligência artificial, mostra um funcionário público chinês testemunhando investigações e dizendo que “agora é o momento de mudar”.
- O canal busca seguir modelos de agências de países como Estados Unidos, Reino Unido e Israel, e incentiva chineses dentro ou fora da China a colaborar com informações.
O governo de Taiwan lançou no domingo um site que convida cidadãos chineses a enviar informações de inteligência, apresentando o canal como seguro para quem busca mudanças diante de insatisfação com o sistema. A iniciativa visa ampliar fontes de informação para Taipé.
Taiwan sustenta que a China mantém controle político rígido e enfrenta dificuldades econômicas crescentes, o que, segundo o governo, alimenta descontentamento público. As autoridades destacam que espionagem entre Taiwan e a China é antiga e ocorre de forma frequente.
O Escritório de Assuntos de Taiwan da China ainda não respondeu a pedidos de comentário sobre a iniciativa. Um vídeo promocional exibido no site, supostamente criado por inteligência artificial, mostra um funcionário público chinês testemunhando colegas sendo investigados e afastados.
Detalhes da iniciativa
O material do site afirma que houve aumento de pessoas buscando cooperar com agências de Taiwan para compartilhar informações diversas. O canal é apresentado como forma de ampliar a diversidade de fontes para o gabinete.
Apesar de atração, o site está bloqueado na China, que utiliza VPNs para contornar censura e acessar plataformas bloqueadas. Autoridades taiwanesas afirmam que a medida reforça o objetivo de promover mudanças com coragem.
A referência aos modelos de outros países — como Estados Unidos, Reino Unido e Israel — é citada pela assessoria de Taiwan para justificar a prática. A China já adotou estratégias parecidas, incluindo relatos anonimizados de denúncias sobre ações de separatistas de Taiwan.
O governo de Taiwan rejeita a soberania de Pequim sobre a ilha, reiterando que apenas o povo de Taiwan pode definir seu futuro e que a situação é incluindo o contexto de tensão entre as duas partes.
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