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Taty Almeida, líder das Mães da Praça de Maio, morre aos 95 anos

Taty Almeida, líder das Mães da Praça de Maio, morre aos 95 anos, encerrando quatro décadas de atuação pela memória, verdade e justiça

Taty morreu aos 95 anos após mais de quatro décadas como uma das vozes mais proeminentes contra os crimes da ditadura na Argentina - (crédito: Luis ROBAYO / AFP)
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  • Taty Almeida, líder das Mães da Praça de Maio – Linha Fundadora, morreu aos 95 anos no domingo, 14 de junho.
  • Ela dedicou mais de quatro décadas à luta por memória, verdade e justiça pelos crimes da ditadura na Argentina.
  • A militância ganhou impulso após o desaparecimento do filho Alejandro Almeida em 1975, suspeito de ter sido sequestrado pela Triple A.
  • Almeida ingressou no movimento em 1979 e ficou conhecida pelo lenço branco que carregava, símbolo da causa.
  • A ativista manteve atuação pública até os últimos anos, criticando políticas de memória do governo e participando de atos pelo 50º aniversário do golpe, segundo a AFP.

Taty Almeida, líder histórica das Mães da Praça de Maio – Linha Fundadora, morreu aos 95 anos no domingo, 14 de junho, em um hospital de Buenos Aires. A imprensa informou que o falecimento ocorreu em meio a cuidados médicos.

A ativista tornou-se referência mundial na defesa dos direitos humanos, dedicando mais de quatro décadas à memória, à verdade e à justiça pelos crimes da ditadura militar na Argentina. Ela ficou conhecida pelo lenço branco que carregava como símbolo de sua luta.

A trajetória de Taty começou a partir da perda do filho Alejandro Almeida, sequestrado em 1975 pela Triple A. Alejandro, estudante de medicina e integrante do ERP, nunca foi encontrado. A partir desse marco, a morte transformou-se em mobilização coletiva pela verdade.

Ela só ingressou no movimento em 1979, temendo que a origem familiar pudesse atrapalhar a atuação das demais integrantes. Ao longo dos anos, participou de manifestações e apoiou movimentos estudantis e sindicais, mantendo presença constante nas ruas.

Em vida, Taty manteve intensa atuação política. Nas últimas semanas, esteve hospitalizada em Buenos Aires; segundo a família, a saúde se agravou na manhã de domingo. Fabiana Almeida, filha, descreveu a despedida como um momento de homenagem simbólica ao filho desaparecido.

Nascida em 28 de junho de 1930, com o nome de Lidia Stella Mercedes Miy Uranga, Taty era professora e mãe de três filhos. Mantinha atuação pública mesmo nos últimos anos, criticando políticas relacionadas à memória, verdade e justiça.

A defesa dos direitos humanos na América Latina foi uma marca de sua atuação, com participação marcante em atos pelos 50 anos do golpe de 1976, realizados em março de 2026. A morte de Taty Almeida inquieta organizações de direitos humanos e movimentos sociais da região.

Fonte: Agência France-Presse (AFP)

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