- O acordo preliminar para encerrar a guerra com o Irã foi assinado eletronicamente por Trump, pelo vice-presidente e pelo presidente da Assembleia Iraniana; detalhes devem ser divulgados em breve.
- O estreito de Hormuz deve reabrir na sexta-feira, data em que o acordo seria formalizado em Genebra; negociações técnicas sobre o programa nuclear iraniano devem começar ainda nesta semana.
- O cessar-fogo terá duração de sessenta dias, durante os quais as partes vão discutir o acordo final; eventuais alívios de sanções dependem do Irã cumprir as obrigações.
- A mediação foi conduzida pelo Paquistão; Israel manterá o direito de autodefesa e não houve condição de retirada completa das forças de território libanês.
- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que as forças manterão zonas de segurança em Líbano, Síria e Gaza “enquanto necessário” e reiterou que o Irã não poderá obter armas nucleares, com ou sem acordo.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que um acordo preliminar para encerrar o conflito com o Irã já foi assinado, com detalhes a serem divulgados em breve. A declaração ocorreu durante conversa com o presidente francês Emmanuel Macron à margem da cúpula do G7.
Segundo informações de autoridades norte-americanas, o estreito de Hormuz seria reaberto na sexta-feira, data também em que o acordo estaria formalmente assinado em Genebra. Conversas técnicas sobre o programa nuclear iraniano devem começar ainda nesta semana.
As autoridades disseram que o acordo foi assinado eletronicamente por Trump, pelo vice-presidente JD Vance e pelo chefe do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf. Mais detalhes do pacto devem sair até quarta-feira, conforme a Casa Branca.
Desdobramentos do acordo
O acordo prevê a extensão de um cessar-fogo por mais 60 dias, durante os quais as partes negociarão os termos de um acordo final. Em anúncio anterior, o primeiro-ministro do Pakistan, Shehbaz Sharif, afirmou que o entendimento inclui a cessação imediata de operações militares em todos os fronts, incluindo o Líbano.
Autoridades dos EUA destacaram que o Líbano está coberto pela estrutura do cessar-fogo, mas a retirada de forças israelenses não é condição do acordo. Israel manteria o direito de autodefesa, conforme indicaram.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que as forças de seu país permaneceriam em zonas de segurança no Líbano, na Síria e em Gaza, e que poderiam agir contra ataques quando necessário. Também reiterou que o Irã não deverá obter armas nucleares, com ou sem acordo.
A tensão regional aumentou após relatos de um ataque de Israel contra um veículo no sul do Líbano, o que provocou troca de ataques entre Israel e o Hezbollah. O gesto foi visto como um reflexo das delicadas mudanças provocadas pelo possível acordo.
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