- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chega à cúpula do G7 em Évian-les-Bains, buscando um acordo com o Irã para reabrir o Estreito de Ormuz.
- Fontes afirmam que Trump queria anunciar o acordo antes da cúpula, para manter posição de força diante do ceticismo internacional.
- Mesmo com o acordo, há dúvidas sobre os detalhes e até que ponto cada parte deverá cumprir o compromisso.
- França e Reino Unido estudam formar coalizão para desobstruir a hidrovia assim que o conflito terminar; Egito, Catar e Emirados Árabes Unidos participarão das negociações.
- Não haverá comunicado conjunto assinado; as declarações devem tratar de minerais críticos, saúde e proteção de crianças online, entre outros temas.
Durante a cúpula do G7 desta semana na França, o presidente dos EUA, Donald Trump, busca manter posição de força diante do ceticismo internacional e da guerra no Oriente Médio. A expectativa era por um acordo com o Irã que ajudasse a reabrir o Estreito de Ormuz, sob pressão pela instabilidade na hidrovia. O encontro ocorre em Évian-les-Bains, às vésperas de negociações intensas entre as maiores economias.
Fontes afirmam que Trump queria chegar ao G7 com um acordo em mãos, para embalar as discussões com um capítulo de política externa já avançado. Mesmo com o ceticismo de colegas, o objetivo seria demonstrar controlabilidade sobre a crise regional e reduzir o impacto no preço da energia. As negociações envolvendo o Irã dominam o tema principal do encontro.
A gestão da cúpula envolve ainda a participação de França e Reino Unido, que já sinalizaram a formação de uma coalizão para desobstruir a hidrovia após o fim do conflito, incluindo remoção de minas do Irã. Três países árabes — Egito, Catar e Emirados Árabes Unidos — participam das tratativas, a convite de Emmanuel Macron, com encontros bilaterais previstos.
Na agenda divulgada, Trump planeja discutir coordenação no Estreito de Ormuz, crescimento econômico, resiliência de cadeias de suprimento, imigração legal e inteligência artificial. Autores de governos do G7 apontam temas adicionais como China, Ebola na África e segurança digital. O objetivo é alinhar parcerias de investimento entre as nações presente e parceiras.
França busca manter Trump engajado para evitar que o encontro termine sem resultados práticos. A expectativa é evitar uma conclusão marcada por alterações de posição ou confrontos entre líderes, especialmente diante de próximos encontros da Otan na Turquia. A dinâmica entre Trump e os demais chefes de estado permanece uma das incógnitas da cúpula.
Contexto e perspectivas
Antes da reunião, autoridades dos EUA indicaram que não esperam grandes anúncios, tratando o evento como preparação para discussões futuras. Essa leitura contrasta com a visão de alguns europeus, que veem o encontro como prelúdio de conversas mais amplas em território europeu.
O tom na França é de que a cúpula pode revelar convergências limitadas entre Trump e os demais líderes, sobretudo sobre o Irã e a guerra na Ucrânia. Mesmo com o tom de pragmatismo, participantes esperam declarações específicas em temas como minerais críticos, saúde e proteção infantil online.
Mudanças de agenda ocorreram para acomodar compromissos de Trump, incluindo uma luta de UFC na Casa Branca no dia do seu aniversário. Macron manteve convite a Trump para um jantar no Palácio de Versalhes, sinalizando cerimônia de encerramento com retomada de relações públicas.
A infraestrutura de segurança em Évian foi ampliada, com forte presença policial e militar. Comerciantes locais relatam que a circulação está restrita, o que impacta a rotina na cidade termal. A organização do evento enfatiza que a segurança é essencial para a realização das reuniões de alto nível.
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