- Um acordo entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra entre Israel e o Hezbollah não aborda diretamente o Líbano nem exige retirada israelense, segundo relatos.
- Paquistão atuou como mediador e anunciou que o pacto inclui o Líbano, mas autoridades libanesas afirmaram não ter sido informadas sobre os termos nem a duração do cessar-fogo.
- O conflito já deixou mais de 3.700 mortos no Líbano e mais de um milhão de deslocados, com o Hezbollah sendo o principal elo entre o Líbano e o confronto regional.
- O acordo não menciona o desarmamento do Hezbollah nem o fim do apoio do Irã ao grupo, o que alimenta dúvidas sobre o desfecho para o órgão no sul do Líbano.
- Negociações diretas entre Líbano e Israel, iniciadas em Washington, devem continuar, mas especialistas duvidam da efetividade do diálogo diante do acordo entre EUA e Irã.
O acordo entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra entre Israel e Hezbollah deixa várias perguntas sobre o Líbano sem resposta. Ele não menciona a retirada de Israel do território libanês nem o fim do apoio iraniano ao grupo xiita, segundo informações diversas. As negociações ocorreram sob pressão externa, com participação libanesa restrita.
Autoridades do Líbano chegaram a discutir com Israel um acordo separado para encerrar as hostilidades, mas Beirute pareceu excluir-se do anúncio que envolve o conflito regional. O conteúdo completo do acordo não foi divulgado, e uma fonte oficial citada pela AFP afirmou que o Líbano não foi informado sobre parâmetros ou duração do cessar-fogo.
O acordo foi anunciado por Irã e Paquistão, mediador entre as partes, e inclui o Líbano, segundo as informações veiculadas pela imprensa. O Hezbollah acionou ataques no início de março para vingar ataques israelenses, que resultaram em altas civis e grande deslocamento humano, conforme dados libaneses.
As forças israelenses mantêm presença no sul do Líbano, em posição considerada ocupação, com dezenas de milhares de soldados segundo fontes locais. Não há confirmação de retirada por parte de Israel no texto divulgado até o momento, o que alimenta dúvidas sobre a efetiva desocupação da região.
Especialistas apontam que o acordo não parece envolver o desmonte do Hezbollah nem o fim do apoio iraniano ao grupo. O tema do desarmamento do Hezbollah não consta entre os compromissos anunciados, o que pode manter a tensão na região.
O Líbano iniciou negociações diretas com Israel em Washington, em abril, para encerrar o conflito e desvincular o país da guerra regional. Uma nova rodada está prevista para este mês, segundo fontes próximas aos contatos diplomáticos.
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