- Copa do Mundo de 2026 ocorre nos Estados Unidos, Canadá e México, reunindo 48 seleções nacionais.
- Segundo Portas Abertas, 14 países classificados apresentam perseguição ou restrições severas à liberdade religiosa para cristãos.
- Relatório da Ajuda à Igreja que Sofre (ACN) aponta que um terço dos países presentes têm discriminação ou perseguição religiosa.
- Países com perseguição severa citados: Arábia Saudita, Irã e República Democrática do Congo.
- Outros classificados mostram discriminação ou pressão em nações como Marrocos, Tunísia, Argélia, Jordânia, Catar, Egito, Turquia e Uzbequistão; além de violência ou pressão em México, Colômbia e Haiti.
A Copa do Mundo da FIFA 2026 será disputada nos Estados Unidos, Canadá e México, reunindo 48 seleções. O evento, considerado um dos maiores do planeta, ocorre entre 2026 e promete grande audiência mundial. Por trás da festa esportiva, jornalistas destacam a situação de cristãos em 14 países participantes, com restrições severas à liberdade religiosa.
Segundo a Lista Mundial da Perseguição 2026, da Portas Abertas, há países classificados onde seguir Jesus envolve pressão, vigilância ou violência. O Relatório da ACN aponta que um terço dos países presentes registra discriminação ou perseguição, incluindo três com perseguição direta e onze com discriminação significativa.
Países onde a perseguição é mais severa
Entre as seleções, o Arábia Saudita não permite igrejas públicas; cristãos de origem muçulmana são obrigados a esconder a fé. O Irã reprime convertidos e comunidades domésticas, com líderes frequentemente presos. A República Democrática do Congo sofre ataques de grupos extremistas contra comunidades cristãs, com destruição de templos e deslocamentos.
A ACN ressalta que interpretações rigorosas do Islã ou instabilidade crônica agravam a vulnerabilidade de minorias religiosas nesses países, que podem enfrentar prisões ou penas mais graves por sua fé.
Discriminação e pressão em outros países classificados
Marrocos, Tunísia, Argélia, Jordânia, Catar, Egito e Turquia aparecem com estruturas legais ou pressões sociais que limitam a prática religiosa de cristãos. Em várias nações, a expressão pública da fé ou a conversão sofrem restrições significativas. No Uzbequistão, atividades religiosas são fortemente controladas pelo Estado, com interrupções previstas.
África, Ásia e Oriente Médio na mira de direitos
A presença de restrições legais e sociais em parte das seleções implica ambiente desafiador para fiéis, que convivem com vigilância, censura e assédio em diferentes contextos nacionais.
América: México e Colômbia sob pressão local
No México, pastores e comunidades cristãs enfrentam atuação de cartéis que controlam territórios. Em áreas com forte tradição católica local, fiéis podem sofrer assédio ou expulsão. Na Colômbia, líderes cristãos permanecem em risco em regiões sob influência de grupos armados e comunidades indígenas podem discriminar fiéis.
Haiti: país em situação crítica
Apesar de ter se classificado para a Copa, o Haiti registra grande instabilidade. O país enfrenta atuação de gangues armadas que sequestram e atacam líderes religiosos, dificultando o trabalho das igrejas. A situação local eleva os riscos para comunidades cristãs no território haitiano.
A Portas Abertas convoca fiéis a transformar o foco na intercessão durante as partidas, destacando que a perseguição não atinge toda a população, mas envolve autoridades, grupos extremistas e pressões sociais. A ACN reforça a necessidade de destacar a liberdade religiosa como direito fundamental e pressiona governos por proteção universal.
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