- Detentos do complexo de imigração conhecido como “Alligator Alcatraz” na Flórida foram transferidos para outras instalações, segundo o ICE; não foi informado o total ou os destinos.
- O ICE mencionou que, com a temporada de furacões, houve realocação para a segurança dos detentos, sem divulgar mais detalhes.
- As transferências ocorrem em meio a alegações de abusos de direitos humanos no centro, incluindo relatos de condições brutais, conforme informações de organizações de defesa.
- Estudos e reportagens mostram questões como uso de jaula metálica para punição e fornecimento de água inadequado a alguns detentos; autoridades estaduais alegam disponibilidade de atendimento médico.
- O governo da Flórida enfrenta custos elevados com o centro, estimados em aproximadamente $ 1,2 milhão por dia, e há planos de fechamento do estabelecimento, sem prazo definido pelo governo.
Detainees do Alligator Alcatraz, em Flórida, foram transferidos para outras instalações, conforme a Agência de ICE. A prisão, localizada nas selvas alagadiças do sul da Flórida, ganhou notoriedade por críticas às condições de retenção desde a abertura no ano passado. A ICE informou na terça-feira que todos os detentos foram movidos, sem divulgar números ou destino das transferências.
A agência citou a necessidade de segurança durante a temporada de furacões e afirmou ter realocado os imigrantes para outras unidades do estado. Não houve, porém, confirmação sobre o total de detentos deslocados ou sobre as novas unidades utilizadas.
Ações ocorrem em meio a alegações de abusos aos direitos humanos no complexo. Em relatório de dezembro de 2025, a Amnesty International descreveu uso de jaula metálica com apenas 2 pés de altura e períodos sem água em área externa. Um detento relatou coerção de guardas para itens de medicação e punição na chamada “caixa”.
Contexto e controvérsias
O centro abriu em julho de 2025 e tem custo estimado de 1,2 milhão de dólares por dia aos cofres públicos, segundo investigação da Florida Tributary. Em maio, o New York Times informou planos do estado de fechar a instalação, citando fontes oficiais. Nada foi divulgado sobre cronograma definitivo pela administração estadual.
Em entrevista, o governador Ron DeSantis afirmou que não houve construção de instalações permanentes na região, sugerindo natureza temporária, mas sem apresentar data de fechamento. Relatos posteriores do Guardian indicaram, ainda, que alguns detidos relataram alimentação e água inadequadas, além de uso de água de baixa qualidade para pressionar assinaturas de documentos.
A gestão estadual, por meio da assessoria de Stephanie Hartman, representante do departamento de gestão de emergências da Flórida, afirmou que há atendimento médico disponível 24 horas por dia, com equipe e farmácia à disposição para os detentos.
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