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Envoy iraniano: acordo com EUA depende de retirada de Israel do Líbano

Abbas Araghchi afirma que acordo com os EUA depende da retirada de forças israelenses do Líbano; sem isso, a guerra não terá encerramento completo

Rubble from recent Israeli strikes in southern Lebanon adjudged the heaviest since the memorandum was agreed.
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  • O ministro das Relações Exteriores da Iran, Abbas Araghchi, afirmou que um acordo de paz com os Estados Unidos depende da retirada de Israel do Líbano.
  • Ele disse que, sem a retirada das forças israelenses dos territórios ocupados na guerra, a paz não terá fim completo.
  • Um porta-voz da Hezbollah informou que Teerã garantiu a exigência de retirada das tropas israelenses do Líbano na próxima fase de negociações com os EUA.
  • No G7, Donald Trump criticou Netanyahu e pediu que Israel se comporte de forma mais responsável no Líbano, citando ataques recentes a Beirute.
  • Os desdobramentos elevam preocupações de que ações de Israel possam comprometer o acordo de paz, com impactos sobre negociações regionais e apoio internacional.

Abbas Araghchi, acionando a visão de Teerã, afirmou que um acordo de paz com os Estados Unidos depende da retirada de tropas israelenses do Líbano. A declaração ocorre em meio a temores de que Israel possa atrapalhar os esforços diplomáticos para encerrar o conflito na região.

Um representante da imprensa do Hezbollah disse ter recebido garantias do Irã de que a organização exigiria a retirada de tropas israelenses do Líbano na próxima etapa de conversas com os EUA. As falas aparecem enquanto o tema da guerra ainda permeia reuniões internacionais.

Donald Trump, durante encontro do G7 em Genebra, criticou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, pedindo maior responsabilidade em relação ao Líbano. O ex-presidente também mencionou ataques israelenses a Beirute como desnecessários.

Reações e cenários

As observações de Trump refletem cansaço com a negativa de Israel de aceitar um cessar-fogo, segundo análises de assessores. O diálogo em curso envolve um memorando aberto para facilitar a passagem pelo Estreito de Hormuz e renegociar o programa nuclear iraniano.

Leitores europeus acompanham o debate sobre participação técnica, com a presença esperada de especialistas em energia e diplomacia nuclear. Países árabes presentes no G7 discutiram um fundo de até 300 bilhões de dólares para apoiar a economia iraniana, condicionando-o à verificação de compromissos relativos ao programa nuclear.

Perspectivas de negociação

O acordo proposto prevê a liberação de parte dos recursos iranianos congelados e a montagem de incentivos para reverter sanções. Em paralelo, o texto mantém direitos iranianos de enriquecer urânio a níveis civis, desde que atendidas as condições de verificação.

Fontes iranianas indicam que o plano também detalha opções para o descarte de urânio altamente enriquecido, mantendo a linha de que o enriquecimento doméstico continua como opção. A redação completa do memorando ainda não foi publicada.

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