- O chefe de defesa britânico alertou que, sem mais recursos, as forças precisarão reduzir treinamentos e operações, afetando atividades diárias.
- O Defence Investment Plan (DIP) não contempla financiamento suficiente para as atividades cotidianas no curto prazo.
- O ex-secretário de Defesa, John Healey, pediu demissão, afirmando que o acordo financeiro reduziria a prontidão das Forças e aumentaria riscos em operações.
- Healey criticou a o tesouro, afirmando que a liderança não quer fornecer fundos adequados para enfrentar as ameaças, e ressaltou que, em 2030, muitos aliados já gastam 3% do PIB em defesa.
- O governo quer elevar o gasto com defesa para 3,5% do PIB até 2035; o novo secretário, Dan Jarvis, está revisando o plano, mas não houve confirmação de novos recursos.
O chefe de Defesa do Reino Unido alertou que as forças armadas precisarão reduzir treino e operações caso não haja aporte financeiro adicional além do plano de investimento em defesa. Sir Richard Knighton afirmou que o DIP não contempla recursos suficientes para atividades diárias no curto prazo.
Healey pediu demissão do cargo de secretário de Defesa na semana passada, afirmando que o acordo financeiro colocaria em risco a prontidão das Forças e a segurança de militares em operações. Em fala no Parlamento, ele disse que sua decisão foi pelo futuro das forças e das alianças britânicas.
O governo se comprometeu a elevar os gastos militares para 3,5% da renda nacional até 2035, alinhando-se aos aliados da OTAN. O DIP, que deveria ter sido publicado na semana passada, teve nova entrega adiada após a demissão de Healey.
Contexto de financiamento e cronograma
O novo secretário de Defesa, Dan Jarvis, vem revisando a aplicação dos recursos, mas ainda não houve indicação de aporte adicional. Healey argumenta que o objetivo de 3% do PIB para 2030 não está sendo atendido pelo DIP.
Knighton ressaltou que o financiamento de atividades diárias, exercícios e treinamento é crucial para a prontidão. Sem aumento, esses aspectos podem ser pressionados, conforme declarou aos membros do Parlamento.
O ministro defendeu dar tempo ao recém-chegado secretário para finalizar o plano. Ele informou que o governo ainda precisa definir a alocação de orçamento, enquanto a defesa enfatiza a necessidade de ajustes relevantes.
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