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Haiti enfrenta colapso e recebe chefe da ONU diante de violência

Guterres visita Haiti em meio a violência de gangues, com 2.300 mortos e 1,5 milhão de deslocados, enquanto cresce a pressão por nova força internacional

Um homem carrega uma criança enquanto moradores fogem de um bairro após confrontos entre gangues na noite anterior, em Porto Príncipe, Haiti, em 20 de abril de 2026.
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  • O secretário-geral da ONU, António Guterres, desembarcou no Haiti para uma visita de solidariedade em meio à escalada da violência das gangues.
  • Desde o começo do ano, pelo menos 2.300 pessoas morreram e cerca de 1,5 milhão ficaram deslocadas, segundo dados da ONU.
  • As gangues dominam aproximadamente 90% de Porto Príncipe, ampliando o controle sobre bairros estratégicos e agravando a crise humanitária.
  • O Conselho de Segurança autorizou a criação de uma nova Força de Repressão às Gangues, com até 5.500 integrantes, para apoiar a segurança no país.
  • A assistência internacional está abaixo do necessário: o plano da ONU para 2026 é de US$ 880 milhões, com menos de um quarto financiado; a atuação também enfrenta críticas e rejeição entre parte da população haitiana.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, desembarca no Haiti nesta terça-feira, 16, para uma visita de solidariedade em meio à escalada da violência de gangues. A comitiva ocorre em Porto Príncipe, com foco em vítimas e no contexto de crise humanitária que perdura. A viagem acontece diante da preparação de uma nova força internacional para conter grupos armados.

Desde o começo de 2026, pelo menos 2.300 pessoas morreram em decorrência de confrontos e crimes cometidos por gangues, segundo o Alto Comissariado para os Direitos Humanos. O Haiti vive colapso institucional, com cerca de 1,5 milhão de deslocados internos.

Estudos apontam que gangues ampliaram seu controle na capital, ocupando áreas-chave e avançando para regiões antes menos atingidas. O deslocamento forçado aumenta a pressão sobre serviços básicos e infraestrutura já fragilizada.

A comunidade internacional enfrenta críticas sobre o histórico de atuação no Haiti. Mesmo assim, a ONU negocia medidas para reforçar resposta humanitária e de segurança, inclusive com apoio logístico à nova força.

Contexto da crise

Especialistas destacam que o país enfrenta atraso institucional, eleições interrompidas e autoridades enfraquecidas, o que dificulta ações de resposta direta.

A violência tem impacto direto na população: milhares de casas desocupadas, acesso restrito a serviços essenciais e insegurança alimentar generalizada.

A ONU calcula que a nova Força de Repressão às Gangues poderá ter até 5.500 integrantes, com apoio logístico de um escritório da organização. A iniciativa visa substituir a atual Missão Multinacional de Apoio à Segurança, criticada por limitado alcance.

Desdobramentos recentes

Polícia haitiana, com drones de empresas privadas e apoio de grupos de autodefesa, tem freado parcialmente o avanço de gangues. Ainda assim, estimativas indicam que 90% da capital permanece sob domínio de facções armadas, segundo relatório apresentado ao Conselho de Segurança.

Entre 1.100 feridos e 99 sequestrados figuram no total de danos já deste ano, além das 2.300 mortes. Dados da ONU refletem a magnitude da crise e a pressão por respostas eficazes.

A visita de Guterres busca ampliar visibilidade humanitária e indicar apoio às vítimas, sem representar consenso total entre a população haitiana. A eficácia dependerá de ações concretas de segurança e reconstrução institucional.

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