- A epidemia de Ebola na República Democrática do Congo pode durar mais um ano e ainda não atingiu o pico, segundo o chefe de operações da Federação Internacional da Cruz Vermelha.
- O G7 pediu uma resposta forte e coordenada, com recursos adicionais para conter o vírus e evitar sua disseminação além da região afetada.
- Os Estados Unidos já comprometeram mais de US$ 700 milhões e chamaram outros países a contribuírem com apoio financeiro e humanitário.
- A China revisou seu plano de prevenção e controle, prevendo rastreamento de contatos por 21 dias, reporte rápido de casos e monitoramento de águas residuais de voos.
- Não há vacina ou tratamento aprovados para a cepa Bundibugyo. Conforme a OMS, até agora foram registrados 808 casos e 192 mortes; a doença também chegou a Uganda, com 19 casos.
O surto de Ebola na República Democrática do Congo pode durar mais um ano, segundo Bruno Michon, chefe de operações da FICV. Ele afirmou que ainda não houve pico e que há falhas no diagnóstico, dificultando medir o alcance da transmissão. A ONU acompanha o caso com atenção.
Nesta terça-feira, 16 de junho, líderes do G7 pediram resposta forte e coordenada para conter o vírus. Em comunicado, reforçaram a necessidade de recursos e cooperação internacional para evitar a propagação além das fronteiras.
O surto, declarado pela RDC em 15 de maio, já atingiu a vizinha Uganda, com 19 casos e 2 mortes. A OMS acionou alerta sanitário internacional dois dias após o anúncio, destacando risco regional.
Os Estados Unidos anunciaram mais de US$ 700 milhões em ajuda, incluindo apoio direto aos países afetados. Autoridades disseram que países parceiros devem também contribuir para financiar ações humanitárias urgentes.
A China ampliou o monitoramento com um plano de prevenção e controle que exige rastreamento de contatos por 21 dias e observação médica. Contatos próximos devem passar por quarentena, com notificação rápida a autoridades.
Não há vacina nem tratamento aprovado contra a cepa Bundibugyo, associada a maior letalidade. Dados da OMS apontam 808 casos e 192 mortes, taxa de letalidade de 24%. A doença permanece uma ameaça em regiões com sistemas de saúde frágeis.
Para Bruno Michon, conter o surto depende de fortalecer a confiança da população e ampliar o acesso ao território para detecção precoce. Sem confiança, o monitoramento eficaz fica comprometido.
A OMS declarou emergência de saúde pública de importância internacional devido à velocidade de transmissão. A doença já causou mais de 15 mil mortes na África nas últimas cinco décadas, em meio a condições sanitárias desafiadoras.
A epidemia envolve a família Filoviridae, gênero Ebolavirus, de alta letalidade. A cepa Bundibugyo já provocou surtos anteriores em Uganda (2007) e na própria RDC (2012), com mortalidade entre 30% e 50%.
Plano internacional de resposta
- Ações coordenadas entre governos e organizações internacionais para financiar vigilância, diagnóstico, equipamentos de proteção e apoio a comunidades afetadas.
- Reforço em pontos de passagem fronteiriços para reduzir a disseminação regional do vírus.
- Monitoramento contínuo da situação epidemiológica pela OMS e parceiros, com atualizações periódicas.
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