- Lula, em discurso no G7 em Évian, defendeu que o combate ao crime organizado deve respeitar a soberania dos países.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, também participa da reunião na França.
- O Brasil era contrário à designação de PCC e CV como organizações terroristas, para evitar justificar intervenção militar.
- Lula comentou desigualdade global, citando a riqueza concentrada e o fato de o primeiro trillionário ser mais rico que boa parte da população mundial.
- O tema do desenvolvimento foi destacado, incluindo financiamento climático, cooperação internacional e implementação de políticas públicas eficazes.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva leu um discurso, diante de Donald Trump, sobre a soberania nacional no combate ao crime organizado. O encontro ocorreu durante a reunião do G7 em Évian, França, com outros líderes presentes.
Lula afirmou que o enfrentamento de crimes transnacionais deve respeitar a soberania dos países e considerar investimentos em educação e infraestrutura. A fala ocorreu após os EUA classificarem facções brasileiras como terroristas, decisão que o Brasil contesta.
O raciocínio do discurso abordou desigualdade global e financiamento do desenvolvimento, defendendo mecanismos que não aumentem a dependência externa. O tom foi de buscar equilíbrio entre segurança e respeito à autonomia nacional.
Desigualdade e financiamento
O presidente destacou a distância entre riqueza global e necessidades do Sul. Segundo ele, o primeiro trilionário é mais rico que 46% da população mundial, ampliando criticamente as disparidades. A fala citou metas da Agenda 2030.
Lula apontou déficits em financiamento climático, ajuda ao desenvolvimento e orçamento de organizações internacionais. Discutiu a necessidade de ampliar recursos para cumprir compromissos do Acordo de Paris e reduzir a pobreza.
Crimes transnacionais e cooperação
O texto reforçou que o combate ao tráfico envolve também lavagem de dinheiro e trafico de armas. Valorizou cooperação institucional, com referência à INTERPOL, para localização de ativos e de indivíduos ligados a atividades ilícitas.
O discurso mencionou a importância de manter diálogo multilateral e evitar medidas que comprometam a soberania de governos. O G7 foi apresentado como espaço para discutir alinhamentos entre segurança e desenvolvimento global.
Tecnologia e desenvolvimento
Outro eixo destacado foi o acesso a tecnologias de ponta, incluindo inteligência artificial, sem concentrar ganhos. Lula citou a participação de países em vias de industrialização na cadeia de valor de minerais críticos, com transferência de tecnologia adequada.
O presidente encerrou agradecendo ao anfitrião Emmanuel Macron e reforçou compromissos com políticas públicas que reduzam desigualdades. A participação de Lula no G7 visa consolidar acordos entre desenvolvimento e soberania nacional.
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