- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve reunião nesta terça-feira com Ursula von der Leyen e António Costa, durante a cúpula do G7 em Évian, para tratar das divergências sobre restrições à exportação brasileira de carne e de aço.
- Os três líderes combinaram buscar soluções por meio do diálogo entre o Ministério das Relações Exteriores do Brasil e a Comissão Europeia, considerando preocupações europeias e os interesses dos exportadores brasileiros, conforme comunicado da Presidência.
- A u a acordou com a União Europeia envolve o acordo entre Mercosul e União Europeia, assinado em janeiro de 2026, cuja entrada em vigor ocorreu provisoriamente em 1º de maio, com a ratificação ainda pendente.
- A União Europeia anunciou, poucos dias após a entrada em vigor do acordo, que o Brasil foi excluído da lista de países aptos a exportar carne e produtos de origem animal, devido a questões de antibióticos na pecuária, com a reabilitação condicionada ao atendimento das normas europeias, a partir de 3 de setembro.
- Dados oficiais indicam que o comércio de carne entre Brasil e UE movimenta cerca de US$ 1,8 bilhão por ano; Costa e Von der Leyen destacaram o potencial do acordo e a cooperação entre os blocos, sem mencionar detalhes sobre as divergências.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou nesta terça-feira (16) com Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e António Costa, presidente do Conselho Europeu, durante a cúpula do G7 em Évian. O tema foi a tensão em torno das restrições às exportações brasileiras de carne e de aço e as possíveis soluções por meio do diálogo entre o Ministério das Relações Exteriores do Brasil e a Comissão Europeia.
Segundo comunicado da Presidência, as partes buscarão caminhos para superar as disputas levando em conta preocupações europeias ligadas à saúde, às medidas fitossanitárias e à proteção da indústria siderúrgica, sem prejudicar os interesses dos exportadores brasileiros.
O acordo Mercosul-UE, assinado em janeiro de 2026, já teve a entrada em vigor provisória em 1º de maio. Em setembro, entram em vigor regras de restrição ao Brasil para carne e derivados, em meio a objeções sobre uso de antibióticos na pecuária. O comércio com a UE envolve cerca de US$ 1,8 bilhão por ano.
Ao anunciar o acordo, a União Europeia destacou o início de um novo estágio de cooperação com o Brasil, visto como ponto de partida para ampliar áreas como energia limpa, inovação e ação climática. Costa e Von der Leyen ressaltaram que há espaço para avanços conjuntos mesmo diante de diferenças.
A UE anunciou que, para reconquistar a elegibilidade de exportação, o Brasil precisa demonstrar conformidade com normas europeias, especialmente as relacionadas a saúde animal e uso de antibióticos. Ao comentar o tema, ambas as partes reiteraram a importância do diálogo institucional para buscar soluções equilibradas.
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