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Lula usa discurso no G7 para recados a Trump e críticas à ordem global

Lula envia recados a Trump no G7, defende soberania e critica neoliberalismo, desigualdade e concentração de ganhos da transição energética

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump; o presidente da França, Emmanuel Macron; o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney; a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni; a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi; a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen; o presidente do Conselho Europeu, António Costa; o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz; o presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi; o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung; o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi; o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva; o presidente do Quênia, William Ruto; e o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, posam para a foto de família durante a cúpula do G7, em Évian-les-Bains, na França, em 16 de junho de 2026. REUTERS/Isabel Infantes/Pool. TPX IMAGES OF THE DAY
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  • Em discurso na cúpula do G7 em Évian-les-Bains, França, Lula mandou recados ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, destacando a soberania dos países.
  • O presidente afirmou que o combate ao crime organizado deve considerar a soberania nacional e envolve também luta contra lavagem de dinheiro e tráfico de armas, com cooperação internacional, incluindo a Interpol.
  • Lula criticou o neoliberalismo, dizendo que ele aumentou a desigualdade e alimentou crises políticas, defendendo diálogo e cooperação em vez de unilateralismo e desregulamentação.
  • O brasileiro afirmou que há uma intensificação da desigualdade global, mencionando que o primeiro trilionário do mundo teria renda superior à dos 46% mais pobres da população mundial, em referência à concentração de riqueza.
  • Também criticou reduções de recursos para ajuda ao desenvolvimento e para organizações como WFP, OMS e Unicef, e defendeu que países detentores de minerais críticos participem de etapas de maior valor agregado na cadeia produtiva.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou na Cúpula do G7, em Évian-les-Bains, França, e mandou recados ao presidente dos EUA, Donald Trump. O tom foi voltado para a soberania e a necessidade de incluir o combate ao crime organizado na agenda de desenvolvimento, sem abrir mão de respeito à ordem global.

Lula afirmou que o enfrentamento ao crime transnacional deve considerar a soberania dos Estados. Segundo ele, ações contra o narcotráfico precisam andar junto com combate à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas, apontando que parte das armas contrabandeadas vem dos EUA.

O presidente também criticou o neoliberalismo, alegando que ele ampliou desigualdades e crises políticas. Em relação ao sistema financeiro internacional, afirmou que países não podem ser forçados a escolher entre pagar credores ou alimentar crianças.

Durante o discurso, Lula ressaltou que a desigualdade entre países tem se intensificado. Citou a concentração de riqueza global e mencionou, sem nominar, o chamado “primeiro trilionário” para ilustrar a diferença entre ricos e pobres no mundo.

Ele destacou impactos da guerra e critique a redução de recursos de ajuda ao desenvolvimento, doações a entidades como Oxfam, OMS e Unicef, e disse que cortes prejudicam populações em desenvolvimento.

Sobre minerais críticos, o presidente afirmou que os países detentores devem participar de estágios de maior valor agregado, com industrialização e transferência de tecnologia. Referiu-se à transição energética e digital como processo que não pode concentrar benefícios em poucos atores.

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