- Em discurso na cúpula do G7 em Évian-les-Bains, França, Lula mandou recados ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, destacando a soberania dos países.
- O presidente afirmou que o combate ao crime organizado deve considerar a soberania nacional e envolve também luta contra lavagem de dinheiro e tráfico de armas, com cooperação internacional, incluindo a Interpol.
- Lula criticou o neoliberalismo, dizendo que ele aumentou a desigualdade e alimentou crises políticas, defendendo diálogo e cooperação em vez de unilateralismo e desregulamentação.
- O brasileiro afirmou que há uma intensificação da desigualdade global, mencionando que o primeiro trilionário do mundo teria renda superior à dos 46% mais pobres da população mundial, em referência à concentração de riqueza.
- Também criticou reduções de recursos para ajuda ao desenvolvimento e para organizações como WFP, OMS e Unicef, e defendeu que países detentores de minerais críticos participem de etapas de maior valor agregado na cadeia produtiva.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou na Cúpula do G7, em Évian-les-Bains, França, e mandou recados ao presidente dos EUA, Donald Trump. O tom foi voltado para a soberania e a necessidade de incluir o combate ao crime organizado na agenda de desenvolvimento, sem abrir mão de respeito à ordem global.
Lula afirmou que o enfrentamento ao crime transnacional deve considerar a soberania dos Estados. Segundo ele, ações contra o narcotráfico precisam andar junto com combate à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas, apontando que parte das armas contrabandeadas vem dos EUA.
O presidente também criticou o neoliberalismo, alegando que ele ampliou desigualdades e crises políticas. Em relação ao sistema financeiro internacional, afirmou que países não podem ser forçados a escolher entre pagar credores ou alimentar crianças.
Durante o discurso, Lula ressaltou que a desigualdade entre países tem se intensificado. Citou a concentração de riqueza global e mencionou, sem nominar, o chamado “primeiro trilionário” para ilustrar a diferença entre ricos e pobres no mundo.
Ele destacou impactos da guerra e critique a redução de recursos de ajuda ao desenvolvimento, doações a entidades como Oxfam, OMS e Unicef, e disse que cortes prejudicam populações em desenvolvimento.
Sobre minerais críticos, o presidente afirmou que os países detentores devem participar de estágios de maior valor agregado, com industrialização e transferência de tecnologia. Referiu-se à transição energética e digital como processo que não pode concentrar benefícios em poucos atores.
Entre na conversa da comunidade