- Mais de cinco mil caminhoneiros estão parados na Bolívia desde maio, em razão de bloqueios que demandam a renúncia do presidente Rodrigo Paz.
- Os bloqueios afetam várias regiões, com foco em Sayari, entre Cochabamba e Oruro, em área de alta altitude e frio intenso, provocando desabastecimento de alimentos, remédios e combustíveis.
- Em Cochabamba, uma caravana de caminhoneiros pediu o desbloqueio das rodovias e o respeito ao direito ao trabalho.
- A Defensoria do Povo, a Cruz Vermelha e Cáritas iniciaram uma operação humanitária para levar alimentos e remédios a cerca de 600 caminhoneiros presos.
- O conflito já deixou ao menos dezesseis mortos e há discussão sobre medidas como estado de exceção; parte dos bloqueios já caiu de cem para cinquenta pontos.
Mais de 5 mil caminhoneiros seguem parados em rodovias da Bolívia, em protestos contra o governo de Rodrigo Paz. A paralisação, iniciada em maio, já dura cerca de um mês e meio e atinge cinco das nove regiões do país. A CNT informou que há queda no abastecimento de alimentos, medicamentos e combustível.
Os motoristas estão bloqueando trechos usados para exportação e importação, dificultando o fluxo de mercadorias. Um ponto crítico fica na região de Sayari, entre Cochabamba e Oruro, a mais de 4 mil metros de altitude, com temperaturas que costumam registrar geadas.
Protestos ganham apoio de setores ligados ao ex-presidente Evo Morales e provocam desabastecimento em áreas rurais, segundo relatos da imprensa. Caminhoneiros relatam condições precárias, dependência de água de riachos e organização em pequenos grupos para cozinhar e buscar alimentos.
Caravana de apoio em Cochabamba
Caminhoneiros e empresas de transporte promoveram uma caravana na capital departamental, percorrendo mais de 15 quilômetros até a Governadoria. Placas pediam desbloqueio das estradas e respeito ao direito ao trabalho.
Operação de assistência humanitária
Organizações como Defensoria do Povo, Cruz Vermelha e Cáritas iniciaram uma missão para levar alimentos e medicamentos a cerca de 600 caminhoneiros retidos no altiplano. A ação busca aliviar a crise de desabastecimento provocada pelos bloqueios.
Nível de impacto e resposta do governo
Os bloqueios, iniciados em 6 de maio, afetam principalmente a região de La Paz, COB e setores ligados a Morales. A Administração Paz enfrenta críticas pela crise econômica e avalia medidas para desrespeitar direitos de reunião, conforme relatos de agências internacionais.
O governo, cujalega ter sido pressionado por grupos descritos como narcoterroristas, vê o movimento como obstáculo à normalização econômica. A situação já resultou em dezenas de óbitos por falta de atendimento médico, segundo dados de autoridades locais.
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