- Alessandro Casolari, conhecido como Caso, foi líder de ultras do Spal em Ferrara, com passagens por violência, envolvimento com drogas e negociações de reféns ao longo de décadas.
- Em 1998 houve um homicídio ligado a Casolari, que o levou a participar de ações no Brasil e Colômbia; conheceu a esposa Ana Eneida em Medellín e se casaram em Ferrara em 2001, com dois filhos.
- Possui histórico de prisões e acusações, incluindo agressões e envolvimento em casos de contrabando; ficou sob prisão domiciliar e, posteriormente, em regime de prisão.
- Entre 2018 e 2024 morou em Londres, validou uma empresa de fachada para importação de alimentos, e afirmou ter movido cerca de 400 kilos de cocaína em operações pelo norte da Itália.
- Em 2024 foi novamente preso; desde então tem buscado asilo e mantém planos variados, incluindo reconciliação familiar e possíveis projetos de publicação, enquanto aguarda sentença.
Alessandro Casolari, conhecido como Caso, é figura central de uma investigação que mistura crime, ultraliberalismo e ligações internacionais. Ele liderou facções ultras em Ferrara nos anos 80 e 90, envolvendo-se em furtos, agressões e ações de rua, além de prometer eventos políticos e negociações de libertação de cativos.
Casolari foi preso pela primeira vez na década de 1980 e, ao longo dos anos, ampliou atividades para além da cidade. As informações obtidas mostram uma trajetória que alterna entre militância, crimes financeiros e contatos com redes de droga, com relatos sobre viagens ao exterior para promover acordos.
Trajetória complexa
Segundo registros, Casolari teria participado de operações de contrabando de cocaína entre 2018 e 2023, com volumes estimados em centenas de quilos. O grupo, segundo ele, operava majoritariamente no norte da Itália, sem atuação expressiva no sul. A partir de 2018, ele morou parte do tempo em Londres, dirigindo uma empresa fantasma voltada a importar alimentos, segundo declarações atribuídas a ele.
A prisão ocorreu em 1º de abril de 2024, após investigação sobre um sequestro ocorrido em 22 de agosto de 2023. Casolari foi detido, com armas e material de droga apreendidos, e permaneceu em regime de prisão preventiva com fases de isolamento. Durante esse período, ele relatou ter passado por fortes tensões familiares e críticas ao sistema.
Situação atual
Casolari está sob supervisão de justiça, com memória de uma vida marcada por contradições. Em conversa com repórter, ele descreveu-se como pessoa ética que apenas comercializava cocaína para clientes com mais de 40 anos, embora as autoridades apontem envolvimento em crimes graves como roubo agravado, sequestro e uso de arma.
Fontes próximas indicam que a trajetória do acusado envolve uma rede de aliados, disputas de poder no mundo do crime e tentativas de reconstrução de imagem. A investigação continua para esclarecer o papel de cada contatos e as liguições com organizações internacionais.
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