- Trump afirma que o Irã nunca terá arma nuclear e que o acordo atual avança para a segunda fase.
- Ele alertou que “o inferno” cairá sobre Teerã se o país tentar fabricar uma bomba, durante a cúpula do G7 na França.
- O memorando de entendimento prevê um período de sessenta dias para discutir questões como programa nuclear, sanções e possível fundo de reconstrução.
- As discussões sobre o programa nuclear iraniano devem começar apenas após a cerimônia de assinatura em Genebra, na sexta-feira 19.
- Trump disse que os Estados Unidos vão investir no Irã como parte do acordo e que o acordo está fechado e deve ser bem-sucedido.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 16, que o Irã não terá uma arma nuclear e que o acordo de paz firmado entre os dois países avança para a segunda fase. Ele falou a repórteres à margem da cúpula do G7 realizada na França.
Trump explicou que o tratado está entrando na segunda etapa, termo utilizado por ele para indicar o período de 60 dias reservado para discutir questões complexas, como o destino do programa nuclear iraniano, o alívio de sanções e um possível fundo para reconstrução. O presidente americano também disse que Washington investirá no Irã como parte do acordo, caso haja consenso para seguir adiante.
Segundo ele, há um acordo fechado com o Irã que deve obter sucesso ao avançar para a segunda fase. As declarações foram dadas durante a reunião do G7, em Evian-les-Bains, na França, onde líderes discutem questões internacionais.
Programa nuclear
Historicamente, o Irã sustenta que seu programa atômico é pacífico e não confirmou abrir mão do estoque de urânio enriquecido, cuja presença é associada a instalações nucleares danificadas por ataques recentes. Em 2015, o acordo que autorizou sanções a serem suspensas exigia inspeções internacionais e restrições ao programa iraniano.
Desde o rompimento do acordo pelo governo americano, o Irã intensificou o enriquecimento de urânio, aumentando o volume de material próximo do necessário para a fabricação de armas. Analistas veem o processo de negociações de 60 dias como um ponto de inflexão, com a possibilidade de extensão mediante acordo entre as partes.
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