- Trump disse que divulgará o texto do acordo provisório com o Irã em alguns dias e pode lê-lo na íntegra em coletiva.
- Ele assinou eletronicamente o documento no domingo, mas o texto completo ainda não foi tornado público.
- O acordo afirma que o Irã não terá arma nuclear; a assinatura ocorreu na cúpula do G7, durante encontro com o líder dos Emirados Árabes Unidos.
- autoridades devem se reunir na Suíça na sexta-feira para iniciar negociações técnicas em 60 dias, envolvendo urânio enriquecido e levantamento de sanções.
- aliados europeus temem dificuldades de uma equipe americana inexperiente para garantir um acordo robusto; no Líbano, Netanyahu disse que tropas permanecerão no sul, e Trump sugeriu que a Síria lide com o Hezbollah.
Trump afirmou nesta terça-feira que divulgará publicamente o texto do acordo provisório com o Irã em alguns dias e que pode ler o documento na íntegra durante uma coletiva. O texto já foi assinado eletronicamente pelo presidente.
O anúncio ocorreu durante reunião com o líder dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed Al Nahyan, à margem da cúpula do G7 na França. O objetivo, segundo Trump, é assegurar que o que está previsto no acordo seja entendido pela imprensa.
Ele disse que o Irã jamais terá uma arma nuclear e ressalvou que revisará o conteúdo com a imprensa em breve, para facilitar o acompanhamento público do documento. A leitura completa deve ocorrer em uma coletiva.
Assinatura e próximos passos
Autoridades dos EUA e do Irã devem se reunir na Suíça na sexta-feira (19) para iniciar negociações detalhadas, com prazo de 60 dias para tratar de aspectos técnicos. Entre as pautas estão o urânio enriquecido e o levantamento de sanções.
Entretanto, aliados europeus expressaram preocupação com a experiência da equipe de negociação dos EUA e a possibilidade de impasses prolongados em temas sensíveis. A colaboração entre as partes será crucial para o andamento do acordo provisório.
Na avaliação de Trump, a situação no Líbano é determinante para o andamento do pacto. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que manterá tropas no sul do Líbano até cumprir a missão contra o Hezbollah, enquanto Teerã exige retirada israelense.
O presidente dos EUA ainda sugeriu que a Síria poderia assumir maior responsabilidade na região, em comparação a Israel, para lidar com o Hezbollah. O comentário foi feito no contexto de discussões sobre o equilíbrio regional.
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