- Trump afirmou, em rede social, que o Irã concordou em nunca ter uma arma nuclear e negou que os EUA pagariam 300 milhões de dólares ao país.
- O vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou que o programa nuclear iraniano foi “dizimado” e que, nos próximos meses, haverá avaliação sobre o desmantelamento a longo prazo.
- EUA e Irã teriam chegado a um acordo preliminar de cessar-fogo de sessenta dias e de reabertura do estreito de Ormuz, anúncio feito por autoridades de ambos os países e pelo Paquistão no domingo (14.jun).
- A cerimônia oficial de assinatura do acordo está marcada para sexta-feira (19.jun), na Suíça.
- Trump disse que navios cruzaram o estreito sem pagar pedágio; o Irã afirma que o acordo prevê cobrança de taxas, enquanto França, Reino Unido, Alemanha, Japão e Itália cobram a reabertura imediata sem pedágios.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 16 de junho de 2026, que o Irã concordou em nunca possuir uma arma nuclear. A declaração foi feita em publicação na Truth Social, rede social do mandatário, sem apresentar detalhes técnicos do acordo.
Trump também rejeitou a ideia de que os EUA teriam pago 300 milhões de dólares ao Irã, descrevendo a informação como falsa e atribuída aos democratas. A afirmação ocorreu em meio a negociações em curso entre as duas nações, mediadas pelo Paquistão.
O vice-presidente JD Vance, do Partido Republicano, disse nas redes sociais que o programa nuclear iraniano teria sido dizimado, e sinalizou que nos próximos meses haverá verificação de compromissos de longo prazo por parte de Teerã. As declarações seguem o anúncio de um acordo preliminar entre EUA e Irã.
Segundo autoridades dos dois países e mediadores paquistaneses, o memorando prevê um cessar-fogo de 60 dias e a reabertura do estreito de Ormuz. O tema foi apresentado publicamente no domingo, 14 de junho, com a promessa de discutir sanções e o desfecho nuclear em etapas posteriores.
Entre os desdobramentos, o Paquistão informou que a cerimônia oficial de assinatura deve ocorrer na sexta-feira, 19 de junho, na Suíça. O chanceler francês, acompanhado por representantes de Reino Unido, Alemanha, Japão e Itália, pediu a reabertura imediata de Ormuz, sem pedágios.
No plano prático, Trump afirmou que embarcações já cruzam o estreito sem pagamento de pedágio. O Irã, por sua vez, informou que o acordo prevê cobrança de taxas de passagem. A passagem pelo estreito é considerada estratégica para o transporte global de petróleo e gás.
As partes ressaltam que questões como o programa nuclear iraniano e as sanções econômicas norte-americanas devem ser discutidas de forma contínua. Fontes oficiais destacam que a assinatura oficial marca um novo estágio nas relações entre Washington e Teerã.
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