- Trump afirmou que o Estreito de Ormuz ficará totalmente aberto a partir de sexta-feira, 19, data da cerimônia oficial de assinatura do acordo entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra, com a defesa ocorrendo em Genebra.
- O texto é um memorando de entendimento ainda não divulgado, e a assinatura presencial deve ocorrer em Genebra, na Suíça; há informações conflitantes entre as partes sobre o teor do acordo.
- O governo iraniano diz que não haverá pedágios para o trânsito, mas que poderão ser cobradas taxas por serviços como navegação, proteção ambiental e seguro; Serviços seriam prestados em conjunto pelo Irã e Omã.
- Autoridades americanas indicam que o fluxo de navios deve retornar aos níveis anteriores à guerra nas próximas duas semanas, após já ter ocorrido aumento no tráfego; a remoção de minas é apontada como condição para a abertura total.
- O acordo é visto como preliminar: nos próximos 60 dias haverá negociações técnicas para transformá-lo em um acordo definitivo, incluindo o programa nuclear iraniano; nenhum ativo iraniano congelado foi liberado até o momento; Trump não pretende comparecer à cerimônia em Genebra.
Donald Trump afirmou que o Estreito de Ormuz ficará totalmente reaberto a partir de sexta-feira, 19, data da cerimônia de assinatura de um acordo entre EUA e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio. A declaração ocorreu durante a cúpula do G7, na França.
No fim de semana, ambos anunciaram ter chegado a um memorando de entendimento. Ainda não houve divulgação oficial do texto, e a assinatura presencial está prevista em Genebra, na Suíça, nesta sexta.
Autoridades da Casa Branca adotaram tom mais cauteloso. Um alto funcionário citou que o fluxo de navios pode retornar ao nível anterior à guerra nas próximas duas semanas, após um aumento já observado.
Trump enfatizou que o acordo prevê que o Irã não terá armas nucleares. Ele afirmou, na cúpula, que a travessia ocorrerá sem pedágios, embora haja versões conflitantes sobre o tema.
Sinais de fricção
Durante o fim de semana, o Irã apresentou posição diferente: segundo Teerã, haverá cobrança por serviços prestados aos navios, incluindo navegação, proteção ambiental e seguro. A cobrança seria em conjunto com Omã, parceiro de soberania sobre Ormuz.
Outra divergência envolve o texto do memorando. A agência iraniana Fars informou que a cláusula sobre taxas foi incluída nos estágios finais das negociações, e que a cláusula reforça a soberania regional.
Acordo ainda preliminar
As negociações para transformar o memorando em acordo definitivo devem ocorrer nos próximos 60 dias, com foco no programa nuclear iraniano. As tratativas técnicas terão coordenação de representantes dos EUA, sem presença de Trump na cerimônia em Genebra.
Informações oficiais indicam que nenhum ativo iraniano congelado foi liberado até o momento. O governo americano sinaliza possível debate sobre alívio de sanções e até fundo de reconstrução de até 300 bilhões de dólares, condicionado ao cumprimento de compromissos.
Trump indicou que o texto será tornado público nos próximos dias e submetido ao Congresso americano. Ele reiterou que o acordo é diferente do que foi firmado durante a gestão anterior de Barack Obama.
Este texto mantém o foco em informar, sem opiniões, e evita julgamentos, apresentando as informações disponíveis de forma clara e objetiva.
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