- Donald Trump chegou à cúpula do G-7 em Evian, França, com divergências históricas sobre comércio, Ucrânia e OTAN, e críticas aos aliados pela cobrança de apoio à guerra contra o Irã.
- O presidente dos Estados Unidos pediu apoio dos parceiros para reabrir o Estreito de Ormuz e prosseguir as negociações para encerrar o conflito com o Irã, segundo relatos de autoridades do governo.
- Trump deve se encontrar com o presidente francês Emmanuel Macron na segunda-feira, antes de reuniões em grupo com outros líderes na terça e quarta-feira.
- O governo brasileiro busca firmar acordos de investimento e discutir temas como minerais críticos, inteligência artificial e imigração; este último tema pode acirrar atritos com europeus.
- Em imagens anteriores, Trump criticou aliados por não apoiarem a guerra e houve histórico de tensões recentes, incluindo críticas ao chanceler alemão e mudanças militares dos EUA na Europa.
Donald Trump chegou à cúpula do G-7 em Evian, França, em meio a questionamentos de aliados sobre a relação com os EUA. O tom do presidente americano já era de confronto em relação a comércio, Ucrânia e Otan, mas ganhou intensidade ao cobrar apoio dos parceiros na guerra contra o Irã.
A viagem acontece poucos dias após episódios de tensão política interna nos EUA e pressões de aliados europeus por uma linha comum. Trump critica a postura europeia sobre a guerra no Oriente Médio e tem visto a oposição aumentar entre alguns líderes do bloco.
Segundo relatos, o objetivo do presidente é obter apoio para retirar minas do Estreito de Ormuz e manter negociações para encerrar o conflito com o Irã. Além disso, a agenda envolve acordos de investimento, cooperação em minerais críticos, inteligência artificial e questões migratórias.
Agenda e encontros da cúpula
Expectativa de reunião de Trump com o presidente francês Emmanuel Macron na noite de segunda-feira, antes de sessões de trabalho com outros líderes. A ideia é fortalecer a coesão do G-7 diante da escalada energética global e das tensões no Golfo.
Trump também deverá discutir com líderes do Catar, Egito e Emirados Árabes Unidos. A pauta inclui temas econômicos e de segurança, com debates sobre políticas migratórias e cooperação em tecnologia. Haverá, ainda, espaço para perguntas sobre a atuação dos EUA no cenário regional.
Declarações recentes de Trump sugerem que a convivência com aliados pode exigir ajustes. O presidente já acusou o governo alemão de interferir no conflito e pediu maior foco interno, incluindo imigração. Nos bastidores, há quem veja a relação com a Europa como cada vez mais complexa.
No entorno da reunião, líderes europeus sinalizam que a defesa de uma política comum permanece central. Zelenski, presidente da Ucrânia, participa da cúpula e pode encontrar Trump em sessão de trabalho na terça-feira. Um encontro bilateral não está confirmado.
As mudanças recentes na relação transatlântica incluem retirada de tropas americanas na Alemanha e debates sobre a influência europeia na Ucrânia. Analistas destacam que a percepção de uma parceria menos estável pode moldar futuras decisões de alianças estratégicas.
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