- Trump disse na cúpula do G7 que o acordo com o Irã entrou na segunda fase, com foco em temas mais sensíveis do relacionamento entre os dois países.
- O presidente afirmou que Washington está lidando com pessoas “racionais” no governo iraniano e que o Irã está no retrovisor, indicando que a crise nuclear busca prioridade.
- A agenda central permanece a questão nuclear: Washington quer controle sobre o urânio enriquecido iraniano e afirma que o Irã jamais terá arma nuclear.
- Trump disse que o acordo pode resistir a tensões com Israel e Líbano, avaliando que o conflito na região não impede o avanço das negociações com Teerã.
- A assinatura do memorando está prevista para sexta-feira na Suíça, abrindo uma nova etapa de negociações diretas, com duração inicial de sessenta dias para tratar de nuclear, sanções e segurança regional.
Os Estados Unidos afirmaram, durante a cúpula do G7, que o acordo com o Irã entrou na segunda fase de negociações. O objetivo é avançar de temas iniciais para questões mais sensíveis do relacionamento entre as duas nações. A declaração sugere expectativa de continuidade diplomática com Teerã.
Trump disse que Washington passa a dialogar com pessoas consideradas racionais no governo iraniano, segundo ele, sinalizando confiança no processo. O líder americano ressaltou que a crise de maior gravidade já ficaria para trás.
Questão nuclear no centro das negociações entre Estados Unidos e Irã
O tom do discurso manteve a questão nuclear como principal eixo das tratativas. Houve a menção de que o urânio enriquecido mantido pelo Irã deve ser monitorado, com ênfase na vedação a uma possível arma atômica. Comentário indica que a conformidade iraniana é essencial para seguir adiante.
Acordo pode sobreviver a tensões com Israel e Líbano
Trump afirmou que o acordo tem condições de perdurar mesmo diante de eventual escalada envolvendo Israel e Hezbollah. A leitura é de que avanços diplomáticos com Teerã não dependem diretamente de conflitos na região.
Irã condiciona acordo à situação no Líbano
Autoridades iranianas ressaltaram que a estabilidade no Líbano faz parte do entendimento. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, citou que permanência de tropas israelenses ou ataques no território libanês poderiam violar o memorando, segundo o governo de Teerã.
Divergências sobre liberação de recursos
As negociações sobre sanções e ativos congelados permanecem em aberto. A Guarda Revolucionária citou a liberação de cerca de US$ 24 bilhões, enquanto o vice-presidente norte-americano afirmou que nenhum recurso será liberado até o cumprimento de obrigações. Também houve ressalva sobre financiamento direto para reconstrução do Irã.
Assinatura prevista e próximos passos
A assinatura do memorando está prevista para sexta-feira, na Suíça, para formalizar o cessar-fogo e abrir nova etapa de negociações diretas. A duração inicial da segunda fase seria de sessenta dias, com foco no programa nuclear, sanções e segurança regional. O governo iraniano confirmou a expectativa de assinatura, mas apontou que pontos centrais ainda serão discutidos.
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