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Trump diz que enviará acordo com o Irã ao Congresso para revisão

Trump enviará ao Congresso o texto final do acordo com o Irã para revisão e votação, segundo promessa feita na cúpula do G7

Cerimônia de posse do presidente dos EUA acontece no Capitólio
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  • O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que enviará o texto final do acordo provisório com o Irã ao Congresso para revisão e votação.
  • Trump afirmou que nunca tinha pensado nisso, mas que enviaria o documento ao Congresso.
  • O senador Lindsey Graham reforçou que, conforme a lei, qualquer acordo nuclear com o Irã deve ser enviado ao Congresso para análise.
  • Autoridades dos EUA e do Irã devem se reunir na Suíça na sexta-feira para iniciar negociações detalhadas, com prazo de sessenta dias para tratar de questões técnicas e do levantamento de sanções.
  • Aliados europeus expressaram preocupação com a inexperiência da equipe de negociação dos EUA; no Líbano, o primeiro-ministro israelense disse que as tropas ficarão no sul pelo tempo que for necessário para combater o Hezbollah.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta terça-feira na cúpula do G7, na França, que enviaria ao Congresso o texto final do acordo provisório com o Irã para revisão e votação. A decisão foi apresentada como uma mudança de posição.

A fala ocorreu após Trump sinalizar que não havia pensado nisso anteriormente. O texto final do acordo seria encaminhado aos legisladores para análise, em conformidade com a lei americana que determina a revisão do pacto.

O senador Lindsey Graham, aliado de Trump, afirmou que o acordo nuclear com o Irã deve passar pelo Congresso para avaliação. Ele ressaltou a participação do vice-presidente e dos negociadores no processo de apresentação.

Durante a cerimônia, Trump comentou brincando que poderia conquistar o apoio democrata ao dizer que não queriam a aprovação, mantendo o tom de barganha política. A declaração foi feita na presença de autoridades do Golfo.

Em paralelo, autoridades dos EUA e do Irã devem se reunir na Suíça na sexta-feira para iniciar negociações técnicas detalhadas, abrindo um prazo de 60 dias para tratar de temas como o urânio enriquecido e o levantamento de sanções.

Chefes europeus manifestaram preocupação com a experiência da equipe de negociação norte-americana, temendo dificuldades para firmar um acordo sólido e evitar impasses prolongados.

No cenário regional, o Líbano aparece como fator crítico: Netanyahu informou que as tropas do Israel permanecerão no sul enquanto durar a operação contra o Hezbollah, enquanto Teerã exige retirada de tropas israelenses.

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