- A China se destaca na aplicação prática de IA, robótica, pagamentos por QR Code e reconhecimento facial, com a Megvii avaliada em US$ 4 bilhões.
- O ecossistema TusPark conecta pesquisa, startups, grandes empresas, investidores e governo; a 4Paradigm atua em IA corporativa, avaliada em US$ 1,8 bilhão na Hong Kong Stock Exchange, e a MiniMax integra o grupo dos “Quatro Tigres da IA” com mais de 200 milhões de usuários em mais de 200 países.
- Robótica é prioridade chinesa: Guangdong abriga a primeira fábrica mundial de robôs humanoides; a fábrica de carros elétricos da Xiaomi em Pequim usa cerca de 700 robôs com alta automação para produzir um veículo a cada 76 segundos.
- Em disputa com os Estados Unidos, algumas empresas chinesas enfrentam restrições e processos, como a 4Paradigm incluída na lista negra dos EUA; a China busca posicionar-se como exportadora de tecnologia, não apenas fábrica de cópias.
- Dados e planos indicam aceleração: em 2025 houve superávit comercial recorde de US$ 1,18 trilhão; o novo plano quinquenal (2026–2030) prioriza IA, robótica e infraestrutura digital, com planos de investir cerca de 2 trilhões de yuans em data centers de IA nos próximos cinco anos.
A China vem acelerando a aplicação prática de tecnologias como IA, robótica e reconhecimento facial, conectando consumidores, empresas e governos. Pequenas e grandes companhias ampliam o uso de IA para segurança, mobilidade e cidades inteligentes.
Entre os destaques, a Megvii, avaliada em US$ 4 bilhões, mostra o peso da IA na segurança e na mobilidade. O TusPark da Tsinghua University funciona como polo que liga universidades, startups, investidores e governo.
O Tigre da IA
A MiniMax integra o grupo dos “Quatro Tigres da IA” chineses, com foco em modelos de criação de conteúdo (LLMs). A empresa afirma oferecer soluções mais baratas sem comprometer qualidade e já opera em mais de 200 países com 200 milhões de usuários.
A 4Paradigm, outra representante, atua na IA corporativa. Em 2023 abriu capital em Hong Kong e hoje vale US$ 1,8 bilhão. A companhia atende bancos estatais, BYD, Lenovo, DHL, Pizza Hut, KFC, TCL e Zegna.
Apesar da disputa com gigantes americanas, a 4Paradigm sustenta que sua atuação é complementar, mirando aplicações empresariais. Em 2025, a empresa foca em receita de cerca de US$ 1 bilhão e presença em mais de dez indústrias.
A gestão de risco envolve litígios: a MiniMax enfrenta processos na Califórnia por uso indevido de filmes para treinar a Hailuo AI. Um juiz dos EUA manteve o caso em andamento, abrindo espaço para sanções.
Em números
Em 2025, a China registrou superávit comercial de US$ 1,18 trilhão, alta de 20% sobre 2024. Exportações somaram US$ 3,77 trilhões, com alta de 5,5%. Bens de alta tecnologia cresceram 13% e veículos elétricos, baterias e PV subiram 27%.
Dados do Banco Mundial mostram a evolução da exportação de alta tecnologia, de US$ 594,7 bilhões em 2016 para US$ 825 bilhões em 2023. O novo plano quinquenal (2026-2030) reforça a tecnologia como pilar geopolítico.
Segundo a Bloomberg, a China prepara um plano de 2 trilhões de yuans (US$ 295 bilhões) para construir data centers de IA nos próximos cinco anos. Em comparação, grandes empresas americanas planejam gastar até US$ 725 bilhões em infraestrutura de IA em 2026.
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