- O governo Lula teme possível interferência de Donald Trump nas eleições brasileiras e diz que é preciso monitorar sinais desse movimento.
- Diplomatas ressaltam que há uma percepção de tentativa de interferência de Trump no processo eleitoral, apesar de o Brasil não ser Venezuela.
- Durante o G7, Trump classificou a situação política do Brasil como perigosa e defendeu a família Bolsonaro.
- O governo brasileiro afirma que não se pode subestimar o interesse dos Estados Unidos no hemisfério sul e que é necessário ficar de olho nas declarações do norte-americano.
- Interlocutores do Planalto defendem reação imediata e apontam que a fala de Lula ao rebater Trump já indica o tom a ser adotado.
O governo Lula admite temor de interferência de Donald Trump nas eleições brasileiras e avalia a necessidade de monitorar qualquer sinal de avanço do ex-presidente. A avaliação é de diplomatas que acompanham a pauta externa.
Observadores indicam que a impressão de tentativa de influência no processo eleitoral ganha força, ainda que haja a compreensão de que o Brasil não é Venezuela. Uma fonte reservada sustenta esse contraste geopolítico.
Durante o G7, Trump classificou a situação política do Brasil como perigosa e manifestou apoio à família Bolsonaro. O governo brasileiro reforça a importância de não subestimar o interesse dos EUA na região e quer vigilância rigorosa.
Reforço de monitoramento e tom público
O Itamaraty afirma que é preciso ficar atento aos sinais vindos de Washington e aos desdobramentos que possam impactar o pleito. Interlocutores do Planalto mencionam a necessidade de reação rápida diante de qualquer movimento relevante.
No Palácio do Planalto, o receio permanece, mas há clareza sobre manter postura firme. Lula já rebateu publicamente as declarações de Trump, sinalizando o tom que será adotado pelo governo diante de tais declarações.
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