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Advogado de Besigye é acusado de crime relacionado à traição

Advogado de Besigye, Erias Lukwago, é acusado de crime relacionado à traição e permanece preso até a próxima audiência, após ser detido em casa

Erias Lukwago was arrested at his house earlier in the week
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  • Erias Lukwago, ex-prefeito de Kampala e advogado de Kizza Besigye, foi indiciado por crime relacionado a traição.
  • Lukwago apareceu perante um tribunal de magistrados em Kampala, negou as acusações de não reportar traição e permanece sob custódia até a próxima audiência.
  • A prisão gerou condenação, depois que Muhoozi Kainerugaba, chefe militar e filho do presidente, se vangloriou sobre o caso nas redes sociais.
  • A família de Lukwago pediu à Justiça que divulgue o paradeiro dele e determine sua libertação, vivo ou morto.
  • Besigye, que já enfrenta acusações de traição e está detido desde o sequestro na fronteira com o Quênia e retorno forçado a Uganda em 2024, é um opositor de longa data do presidente Yoweri Museveni.

Erias Lukwago, ex-prefeito de Kampala e advogado que atua em defesa do opositor detido Kizza Besigye, foi acusado de crime relacionado à traição. O novo inquérito foi apresentado semanas após sua prisão domiciliar, em Kampala.

O tribunal de primeira instância ouviu Lukwago, que apareceu visivelmente enfraquecido, e ele negou as acusações de omitir a comunicação de traição. Ele foi encaminhado para a prisão até a próxima semana, quando o caso será retomado.

A detenção de Lukwago ocorreu na segunda-feira e gerou condenação entre membros da oposição. O general Muhoozi Kainerugaba, chefe do Exército e filho do presidente, afirmou publicamente ter participado da operação.

Bobi Wine, político da oposição que fugiu do país temendo por sua segurança após as eleições de janeiro, afirmou que Lukwago foi preso por ordem de Kainerugaba, enquanto se preparava para receber uma intimação judicial.

A família de Lukwago recorreu ao judiciário para obter informações sobre o paradeiro do advogado, sob a alegação de que autoridades de segurança teriam sequestrado o defensor. Os familiares pediram que fossem revelados o local e o estado dele, vivo ou morto.

Kainerugaba publicou postagens nas redes sociais com fotos que pareciam mostrar Lukwago em local desconhecido e com olhar vendado, e insinuou punição ao advogado. O militar tem histórico de declarações controversas a respeito de opositores.

Lukwago atua como representante de Besigye, que permanece preso sob acusações de traição desde o sequestro na vizinha Kenya e retorno forçado para Uganda, no fim de 2024. Besigye é uma figura de longa atuação política contrária ao presidente Yoweri Museveni.

Museveni manteve-se no poder há décadas, com Besigye concorrendo diversas vezes à presidência. O caso de Lukwago ocorre em meio a um cenário de tensões políticas e ações judiciais envolvendo opositores.

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