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Aumento de ataques contra cristãos em Israel preocupa comunidades religiosas

88 incidentes neste ano contra cristãos em Israel incluem cusparadas, vandalismo e profanação, gerando alerta internacional e questionamentos sobre as respostas locais

Bandeira de Israel na capital Jerusalém. (Foto: Reprodução)
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  • Mais de 88 incidentes de assédio e agressão contra cristãos em Israel neste ano, com previsão de que 2026 supere o recorde de 181 casos em 2025, segundo o Centro de Dados sobre Liberdade Religiosa (RFDC).
  • 63 incidentes ocorreram apenas no segundo trimestre, principalmente na Cidade Velha de Jerusalém e no Monte Sião, aponta o RFDC.
  • Os ataques incluem cusparadas, abusos verbais, vandalismo de sepulturas, lápides, estátuas e cruzes, além de pichações racistas e profanação de locais religiosos cristãos.
  • Advogados e ativistas questionam a atuação policial; segundo relatos, a maioria dos casos é arquivada sem responsabilização, com histórico de arquivamentos entre 2012 e 2021.
  • Casos de ataques a propriedades religiosas e a pessoas, como o ataque à freira francesa em Jerusalém Oriental, foram condenados por autoridades; especialistas apontam aumento da hostilidade contra cristãos na região.

O número de ataques contra cristãos em Israel continua em pauta. Dados do Centro de Dados sobre Liberdade Religiosa (RFDC) apontam mais de 88 incidentes de assédio e agressão neste ano, com a previsão de que 2026 supere o recorde de 181 ocorrências em 2025. As ações incluem abuso verbal, cusparadas, vandalismo e profanação de locais sagrados.

A maioria dos episódios ocorreu na Cidade Velha de Jerusalém, especialmente junto ao Patriarcado Armênio e no Monte Sião, conforme o RFDC. Além de ataques diretos, o relatório registra pichações raciais, depredação de sepulturas, lápides, estátuas e cruzes. A pesquisadora Yeska Hran classificou os números como uma “realidade diária” para comunidades cristãs.

No lançamento do relatório, advogados e ativistas de direitos humanos criticaram a atuação policial na apuração das denúncias. Uri Naroff destacou que muitos casos são arquivados sem responsabilização, citando dados de 2012 a 2021 em que houve arquivamento por falta de suspeitos ou de violação constatada.

Religiosos católicos reportaram ataques a propriedades, com cruzes de pedra derrubadas, veículos danificados e depósitos de ovos e lixo em mosteiros. O padre Stanislav Kolakowski afirmou que as agressões ocorrem em ondas, conforme relatos ao Felesteen News. Uma freira francesa foi alvo de agressão em Jerusalém Oriental, em abril.

Segundo a imprensa, câmeras registraram o ataque à freira, de 48 anos, pesquisadora da Escola Francesa de Pesquisa Bíblica e Arqueológica. A polícia prisional não revelou a identidade do suspeito. O Ministério das Relações Exteriores de Israel condenou o ataque, afirmando que ele contradiz valores de coexistência e liberdade religiosa.

O Middle East Eye reportou que a Universidade Hebraica de Jerusalém descreveu o ataque como parte de um padrão de hostilidade crescente contra cristãos e seus símbolos. Em paralelo, houve registro de destruição de uma estátua de Cristo por um soldado israelense no sul do Líbano, com afastamento do militar envolvido.

Relatórios de instituições como o Centro Rossing para Educação e Diálogo indicam padrão contínuo de intimidação contra cristãos em Israel e Jerusalém Oriental, com 155 incidentes em 2025, incluindo agressões físicas e vandalismo. A organização descreveu o assédio como parte de um clima sociopolítico cada vez mais intolerante.

O RFDC informou que três jovens cuspiram e insultaram um padre próximo ao Portão de Damascus, em Jerusalém, enquanto a polícia avaliava denúncias. Felesteen News relaciona o aumento de ataques à atmosfera de radicalização religiosa e nacionalista, ampliando preocupações sobre a presença cristã na Terra Santa.

A organização RFDC, que se apresenta como apolítica, enfatiza o compromisso com a liberdade religiosa e o diálogo entre instituições cristãs e comunidades judaico-israelenses. Segundo o centro, cerca de 180.000 cristãos israelenses são de origem árabe, equivalentes a 7% da população árabe no país.

Fonte: Folha Gospel e Christian Daily.

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