- CDC vai usar 107 milhões de dólares em financiamento de emergência para a resposta ao surto de Ebola na República Democrática do Congo e no Uganda.
- O risco global é considerado baixo, mesmo com o surto sendo o terceiro maior já registrado.
- Até agora, são quase 1.000 casos confirmados em 31 zonas de saúde na RDC; há 31 casos em Kampala, no Uganda.
- A CDC mantém 23 profissionais no campo e 125 pessoas envolvidas na RDC e no Uganda, com chamadas quinzenais entre cidades-sede da Copa do Mundo.
- O surto de Bundibugiyo viral disease, raro, teve letalidade de entre 30% e 50% em surtos recentes na região.
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) vai usar US$ 107 milhões em financiamento emergencial para a resposta ao surto de Ebola na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda, segundo autoridades nesta quinta-feira.
O surto atual é o terceiro mais grave já registrado. Segundo o CDC, já são quase 1.000 casos confirmados em 31 zonas de saúde na RDC, com 31 casos na capital ugandense, Kampala. O nível de risco global é considerado baixo.
A equipe do CDC envolve 23 profissionais em campo para investigação de casos e 125 membros distribuídos pela RDC e Uganda. Os técnicos realizam reuniões bi-semanais com cidades-sede da Copa do Mundo, evento que atrai visitantes de todo o mundo.
Outras informações indicam que o surto teve início cerca de um mês atrás na fronteira oeste da RDC com o leste de Uganda. A doença associada, o Bundibugyo viral disease, é uma forma rara de Ebola com altas taxas de letalidade em surtos anteriores, variando entre 30% e 50%.
Especialistas africanos alertam que a situação pode se tornar a pior já registrada e que pode levar até um ano para ser contida, conforme as taxas atuais de transmissão. Em surtos anteriores, a Ebola matou mais de 11 mil pessoas entre 2014 e 2016 na África Ocidental e na própria RDC.
Embora o risco seja maior dentro da RDC e de Uganda, o risco global permanece baixo. A transmissão ocorre por contato direto com sangue, secreções corporais e superfícies contaminadas, diferentemente de doenças respiratórias como Covid-19 e sarampo.
Ainda sob avaliação, as restrições de viagem impostas por EUA e outros países dificultam a resposta. Medidas de contenção também enfrentam entraves como desconfiança local e falta de equipamentos de proteção individual e de viaturas para transporte de corpos.
O CDC informou que, além do aporte de US$ 107 milhões, já havia cerca de US$ 910 milhões já comprometidos para a resposta ao Ebola, com recebimento insuficiente de doadores, segundo líderes de saúde africanos. A atuação prioriza o controle local e a preparação de resposta doméstica aos casos potenciais.
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