- Planalto vê poucas chances de evitar a tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros, com negociações pouco avançando.
- Questões consideradas inegociáveis incluem o Pix e acordos do Brasil com o México e a China; o governo não cogita romper tratados com outros países.
- O USTR apresentou propostas: 25% por práticas desleais de comércio e 12,5% por falta de restrição ao trabalho forçado, ambas resultantes de investigações iniciadas em 2025.
- As tarifas ainda não estão em vigor; há consulta pública até 6 de julho, audiência em 7 de julho e decisão de Trump em 15 de julho.
- Lula tem contestado os motivos dos EUA, dizendo que eles mentem; manteve encontro com Trump na cúpula do G7, sem reunião bilateral, e as equipes econômicas seguem em negociação.
O governo brasileiro teme que as tarifas de 25% sobre produtos nacionais, avaliadas pelos Estados Unidos, sejam efetivadas. A avaliação, interna ao Planalto, é de que as negociações terão poucas chances de avançar, pois temas citados por Washington são considerados inegociáveis.
Entre os pontos considerados inalteráveis estão o Pix e acordos comerciais do Brasil com México e China. Segundo autoridades, o Brasil não cogita romper tratados com outros países em favor dos EUA.
Propostas formais
O Escritório do Representante Comercial dos EUA apresentou as propostas de taxação nos dias 1º e 2 de junho de 2026. As tarifas propostas são de 25% por práticas desleais de comércio e 12,5% por falta de restringir uso de trabalho forçado análogo à escravidão.
As tarifas ainda não estão em vigor. O governo americano abriu consulta pública com vagas de manifestação até 6 de julho, seguida de audiência em 7 de julho. Em 15 de julho, a decisão sobre a aplicação das sanções será anunciada.
Reações e negociações
Desde o anúncio, o presidente Lula tem questionado os fundamentos das medidas. O petista afirmou que os EUA vêm alterando as justificativas, citando desmatamento após a primeira acusação de déficit comercial.
Lula participou da cúpula do G7 entre 16 e 17 de junho, encontrando-se com o presidente Donald Trump em dois momentos distintos, sem acordo bilateral. Após o evento, o líder afirmou que equipes econômicas seguem em negociação.
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