- Memorando de entendimento entre os EUA e o Irã entrou em vigor imediatamente após a assinatura de Donald Trump e do presidente iraniano na quarta-feira.
- Trump afirmou que o acordo “não foi fácil” durante um jantar no Palácio de Versalhes, recebido pelo presidente francês Emmanuel Macron.
- A China comemorou o entendimento, com Wang Yi dizendo que chegou o alvorecer da paz e destacando a importância de cumprir os compromissos e abrir passagem segura no Estreito de Ormuz.
- Paquistão e Catar atuam como mediadores, com Sharif afirmando que o Estreito de Ormuz deve reabrir e o bloqueio naval americano deve terminar; negociações técnicas devem avançar nas próximas semanas.
- O memorando traz catorze pontos, incluindo fim gradual do bloqueio, reconstrução do Irã, suspensão de sanções, não construção de armas nucleares, monitoramento e validação pela Organização das Nações Unidas; houve resistência de democratas nos EUA e apoio de aliados de Trump entre os republicanos.
O memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irã entrou em vigor após a assinatura de Donald Trump e o presidente iraniano Masoud Pezeshkian na quarta-feira, 17, durante um jantar no Palácio de Versalhes, em Paris, promovido pelo presidente francês Emmanuel Macron. A tramitação ocorreu em meio a sinais de retomada de negociações.
Trump reconheceu publicamente, durante o encontro, que o acordo não foi fácil. O documento assinado é visto como um caminho para uma paz estável. Macron destacou, em redes sociais, que o plano de 14 pontos pode contribuir para reduzir preços de energia.
A China recebeu o avanço com entusiasmo. O ministro das Relações Exteriores Wang Yi, em conversa com o chanceler iraniano Abbas Araghchi, afirmou que o alvorecer da paz chegou. Wang ressaltou a necessidade de verificação de compromissos e de garantir a passagem pelo Estreito de Ormuz.
Acordo em vigor e próximos passos
Segundo a imprensa, a versão física do memorando foi assinada e entrou em vigor de forma imediata. Autoridades paquistanesas apontam interesses na mediação entre as partes para a próxima etapa das negociações.
O Paquistão sugeriu que o Catar atue como mediador na fase seguinte, prevista para as próximas semanas. Teerã abriria o Estreito de Ormuz e reversão gradual do bloqueio naval dos EUA, de acordo com as autoridades envolvidas.
O que prevê o memorando
1) Fim da guerra entre EUA, Irã e aliados. 2) Respeito mútuo à soberania. 3) Prazo de 60 dias para acordo definitivo. 4) Fim gradual do bloqueio naval. 5) Reabertura segura do Estreito de Ormuz. 6) Plano de reconstrução do Irã a partir de US$ 300 bilhões. 7) Suspensão gradual de sanções. 8) Irã não desenvolverá armas nucleares. 9) Manutenção do status quo até o acordo final. 10) Autorização para exportações iranianas de petróleo. 11) Liberação de ativos iranianos no exterior. 12) Mecanismo de monitoramento. 13) Início das negociações finais após implementação inicial. 14) Validação final pela ONU via Conselho de Segurança.
O texto estabelece um mecanismo de fiscalização e a elaboração de um acordo definitivo submetido ao Conselho de Segurança da ONU. Ainda não há acordo final, segundo autoridades, e as negociações técnicas devem ocorrer nos próximos 60 dias.
Entre na conversa da comunidade