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Vice-presidente dos EUA confronta Israel após acordo de Trump com o Irã

Vice-presidente dos EUA confronta ministros israelenses sobre o acordo com o Irã, destacando dependência militar de Washington e limites da força israelense

O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, durante entrevista coletiva nesta quinta-feira (18). (Foto: JIM LO SCALZO/EFE)
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  • O vice-presidente dos Estados Unidos, J. D. Vance, enfrentou autoridades de Israel em coletiva de imprensa após críticas ao acordo entre Washington e Teerã.
  • Vance apontou ministros da ala conservadora de Israel, como Bezalel Smotrich e Itamar Ben Gvir, por defenderem ignorar os termos do memorando assinado.
  • Ele ressaltou a dependência militar de Israel dos EUA, afirmando que dois terços das armas que protegem o país foram produzidas por norte-americanos e financiadas com recursos dos contribuintes.
  • O memorando, assinado pelo presidente Donald Trump e pelo presidente iraniano Masoud Pezeshkian, prevê alívio econômico ao Irã e diluição parcial de seu urânio enriquecido, com negociações adicionais em sessenta dias.
  • Uma pesquisa da Channel 12 mostrou desconfiança dos israelenses em relação a Trump, com 71% dizendo não confiar que ele defenderá os interesses de Israel.

O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, criticou autoridades de Israel durante uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira, 18, em Washington, após as críticas de membros do governo de Benjamin Netanyahu ao acordo entre Washington e Teerã. O memorando foi assinado entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder iraniano Masoud Pezeshkian.

Vance disse que setores do governo israelense reagiram com desconfiança ao pacto e chegaram a atacar pessoalmente o presidente americano. O vice ressaltou a dependência militar de Israel dos EUA, destacando que dois terços das armas usadas para a defesa israelense nos últimos meses foram produzidos por fabricantes americanos.

O memorando, assinado dois dias antes do prazo inicial, prevê alívio econômico para o Irã e a diluição de parte de seu urânio enriquecido. O acordo também adiou pontos centrais para 60 dias de negociações que começaram nesta quinta-feira, conforme Vance.

Mudanças de tom e posições dentro de Israel

Os críticos conservadores Bezalel Smotrich e Itamar Ben Gvir defenderam que Israel ignore os termos do acordo. Na entrevista, o vice-presidente mencionou a possibilidade de que Israel não resolva todos os seus problemas de segurança apenas pela força.

Vance enfatizou que Israel tem direito à autodefesa, mas deve respeitar o processo de paz liderado pelos EUA. Sobre o Líbano, o vice afirmou que espera contenção do Hezbollah e pediu que Israel não aja de forma descontrolada no país vizinho.

O governo israelense, segundo relatos, evitou críticas públicas diretas ao pacto. Netanyahu recusou-se a atacar publicamente o acordo, mantendo posição de cautela em relação à exigência iraniana de retirada das forças israelenses do Líbano.

Contexto e reações internacionais

Trump declarou que os EUA buscam um cessar-fogo completo em todas as frentes envolvidas. Uma pesquisa da Channel 12, na região, indicou que 71% dos israelenses não confiam que Trump defenderá os interesses de Israel nas negociações com o Irã, enquanto 13% confiavam no presidente e 16% não souberam responder. Fonte adicional citada envolve o Times of Israel, que reportou as falas dos ministros heeft. O The New York Times publicou a observação de Vance sobre a reação israelense ao acordo.

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