- Mais de 7.300 pessoas foram mortas na região desde fevereiro, segundo relatos oficiais, com acordo para encerrar a guerra.
- No Irã, pelo menos 3.468 mortos até a metade de abril, segundo o governo; HRANA aponta 3.636 mortos.
- No Líbano, autoridades de saúde confirmaram 3.912 mortos, entre civis e crianças; há dúvidas sobre quantos são combatentes do Hezbollah.
- Em Israel, o governo informa 60 mortos, sendo 29 civis e 31 soldados; ataques com mísseis de Irã e confronto com Hezbollah estão entre as causas.
- Especialistas alertam que os números podem ser subestimados por censura, dificuldades de acesso a áreas e informações limitadas sobre mortes de combatentes.
Os números oficiais apontam milhares de mortes em toda a região desde o início da guerra entre EUA, Israel e Irã em fevereiro. Fontes oficiais de Irã e Líbano indicam mais de 7.300 mortes até abril, com crianças e profissionais de saúde entre as vítimas. A contagem completa é contestada por analistas.
Analistas destacam que os números podem subestimar o impacto, devido a dificuldades de acesso a informações, bloqueios de internet e repressão política. Especialistas ouvidos pelo BBC Verify ressaltam que os registros variam e a confirmação será difícil por anos.
Irã
Até a metade de abril, governos iraniano informou pelo menos 3.468 mortes, incluindo 499 mulheres. O relatório aponta 1.460 civis e 2.008 militares. A HRANA, ONG de direitos humanos, aponta números mais altos, com 3.636 óbitos.
Em relatório de 18 de maio, HRANA detalha 1.701 civis, 307 crianças, 1.221 militares e 714 casos sem identificação. A organização descreve as cifras como mínimo absoluto, citando dificuldade de acesso a locais e cortes de internet.
Aviões militares e ataques atribuídos a EUA e Israel são citados como responsáveis por danos a infraestrutura civil. A imprensa iraniana reportou um ataque em Minab no primeiro dia de hostilidades, com centenas de mortos segundo autoridades locais; Washington nega envolvimento nesse ataque específico.
Líbano
Desde 2 de março, com retaliação de Hezbollah, o conflito no Líbano aumentou. Autoridades de saúde libanesas confirmaram 3.912 mortes em ataques israelenses, incluindo 366 mulheres e 247 crianças. Não está claro o total de combatentes entre as vítimas.
O governo israelense afirmou ter recuperado corpos de seus militares e informou ações militares na região leste do Vale de Bekaa. Em 8 de abril, o país registrou uma ofensiva com dezenas de civis entre as vítimas, segundo as autoridades libanesas; Israel informou ter atingido alvos de Hezbollah.
Nações Unidas reportaram a morte de sete peacekeepers em solo libanês, sendo o caso mais recente em 4 de junho. As operações israelenses foram alvo de críticas internacionais por danos a civis.
Israel
Autoridades israelenses apontam 60 mortos, com 29 civis, 21 atingidos por mísseis iranianos e 31 soldados mortos em combate. Uma vítima civil adicional foi registrada por erro de fogo amigo, segundo informações do governo.
Israel acusa Teerã de usar munição de cluster em áreas urbanas. Em uma ofensiva, a família de idosos foi vítima de bombas lançadas por cluster, segundo o governo. Não houve confirmação independente sobre esse episódio específico.
Organizações de direitos humanos destacaram alegações de uso de munições seletivas por parte de Teerã, com críticas a ataques contra alvos civis. HRW criticou o uso de cluster bombs, afirmando que violam leis de guerra.
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