- O Irã fechou o estreito de Hormuz novamente em resposta aos ataques de Israel ao sul do Líbano.
- Teerã afirma que as ações de Israel violam o acordo com os Estados Unidos para encerrar a guerra; a marinha dos guardas revolucionários alertou para não se aproximar do estreito.
- O acordo prevê a reabertura do estreito, rota pela qual passa cerca de vinte por cento do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo.
- O Comando Central dos Estados Unidos disse que a passagem pelo estreito permaneceu intacta e que o tráfego de navios comerciais aumentou, com cinquenta e cinco embarcações a bordo.
- O cessar-fogo entre Israel e Hezbollah entrou em vigor, mas Israel continua atacando o Líbano; há relatos de mortos em ataques a áreas do sul do país.
O Irã afirmou ter fechado o estreito de Hormuz novamente em resposta aos ataques de Israel ao sul do Líbano. A medida envolve a suspensão do tráfego pela rota estratégica, citando violação de um acordo com os Estados Unidos para encerramento da guerra. A Marinha da Guarda Revolucionária confirmou o fechamento.
Segundo o comando conjunto das Forças Armadas do Irã, a ação é motivada pela “violação contínua do cessar-fogo” em Líbano. O governo iraniano acusou Washington de descumprir a primeira cláusula do memorando de entendimento, que previa a interrupção imediata das operações militares em todas as frentes.
A Guarda Revolucionária advertiu: não se aproximem do estreito, sob o risco de colocar a segurança em jogo. O estreito de Hormuz é passagem crucial para cerca de 20% do petróleo mundial e do gás natural liquefeito. A medida ocorre poucos dias após altos acordos entre EUA e Irã, com previsão de novas negociações em 60 dias.
Impacto no tráfego marítimo
O Comando Central dos EUA (Centcom) informou que a passagem segura pelo estreito permaneceu intacta e houve aumento no tráfego de navios comerciais, com 55 cargueiros registrando passagem. Não ficou claro se o dado se referia a antes ou depois do anúncio iraniano.
Indo além, o Irã tinha bloqueado o estreito após ataques norte-americanos e israelenses em fevereiro, em um choque sobre mercados globais de energia. A declaração iraniana ocorre no contexto de uma trégua entre Israel e Hezbollah anunciada recentemente, mas com ressalvas quanto à retirada de tropas israelenses.
Israel afirmou não ter a intenção de retirar forças de menor escalão no Líbano, mantendo que o conflito com Hezbollah é distinto da guerra contra o Irã. O grupo armado acusa Israel de violações recorrentes do cessar-fogo e afirma direito à defesa de território e soberania.
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