- Tamila Vashchuk e o marido Mykola, ucranianos que vivem em Ohio, enfrentam audiência de imigração que pode resultar em deportação, devido a alegação de violar os termos de um parol humanitário ao retornarem a Kyiv para tratar o filho de 10 anos.
- Eles seguiram orientações de autoridades dos EUA e buscaram atendimento médico no exterior para o filho, sugerindo que a reentrada seria possível sem problemas, o que acabou não ocorrendo.
- A próxima audiência, inicialmente marcada para junho, foi reagendada para agosto; há risco de detenção e expulsão se o tribunal decidir pela remoção.
- O filho precisa de medicação diária que deve ficar refrigerada; se deportados para a Ucrânia, manter esse tratamento fica extremamente difícil, especialmente diante de interrupções de energia e infraestrutura no país.
- No contexto mais amplo, o TPS para ucranianos deve terminar em outubro, enquanto projetos como o Ukrainian Adjustment Act propostas para criar caminho para residência permanente enfrentam resistência política.
Tamila Vashchuk e seu marido Mykola, refugiados ucranianos, vivem em Bay Village, Ohio. Eles enfrentam uma audiência de imigração que pode resultar em deportação para a Ucrânia. O caso envolve, entre outros fatores, o status de entrada humanitária e a reentrada no país.
A família diz ter seguido orientações de autoridades dos EUA para permanecer no país com base no parole humanitário. Eles retornaram a Kyiv para tratar o filho de 10 anos, que sofre de deficiência hormonal, reconhecendo custos médicos baixos no Brasil.
Ao retornar aos EUA pela Boston Logan em dezembro de 2022, receberam ordens de remoção por supostamente violar os termos do parole. A dupla afirma ter sido informada de que a reentrada seria permitida devido aos selos de parole.
O filho depende de medicação que precisa ser refrigerada, o que complica a possível deportação. A família afirma que, na Ucrânia, há riscos de energia e água instáveis, dificultando o tratamento contínuo.
O processo está marcado para agosto, após adiamento do agendamento original para junho. Se for deportada, a condição médica do menor pode ficar comprometida devido à infraestrutura local.
A defesa aponta que muitos juízes de Cleveland, onde tramita o caso, têm histórico de rejeição de pedidos de asilo. Dados do TRAC indicam altas taxas de negativa na cidade.
Um porta-voz do DHS afirmou que o casal recebeu devido processo completo e detalhou que eles viajaram sem documentos válidos, com a reentrada sendo permitida apenas sob o programa de parole.
A situação ocorre em meio à instabilidade do status de proteção para compatriotas ucranianos nos EUA. O TPS para Ucrânia está previsto para terminar em outubro.
Ares humanos e situação de segurança na Ucrânia são mencionados por organizações de direitos humanos. Relatórios sugerem a necessidade de recursos adicionais para imigrantes ucranianos nos EUA.
Especialistas lembram que Cleveland abriga uma comunidade ucraniana histórica, com apoio de organizações locais. Eles defendem caminhos para residência permanente para quem vive no país há anos.
Enquanto isso, a família Vashchuk não pode planejar investimentos no seu negócio de pierogi. A empresa familiar já foi iniciada nos EUA, mas o futuro depende do veredito do tribunal.
A defesa argumenta que manter a família nos EUA é compatível com a proteção humanitária. Autoridades ainda não divulgaram decisão final sobre o caso de agosto.
Fontes do DHS reiteraram que a reentrada, concedida em 2022, depende do andamento do processo migratório. O veredito ainda não foi anunciado publicamente.
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