- O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse que o Irã não renunciará ao direito de enriquecer urânio, mas está disposto a garantir por escrito que não construirá uma bomba nuclear.
- A reunião entre EUA e Irã em Luzerne, Suíça, inaugurará a primeira rodada do acordo de paz, após um memorando de entendimento válido por 60 dias.
- A comitiva norte-americana é liderada pelo vice-presidente J. D. Vance; o líder iraniano é o chanceler Abbas Araghchi; autoridades paquistanesas mediariam o encontro.
- No sábado, o Irã anunciou um novo bloqueio ao estreito de Ormuz, justificando com acusações de má‑fé dos EUA e violações de cessar‑fogo, em retaliação a ataques de Israel no Líbano.
- Os EUA negaram o bloqueio ao canal para navios comerciais; no entanto, a Fars afirmou, neste domingo, que o acesso está fechado pela Guarda Revolucionária, citando fontes do exército.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou neste domingo que o país não renunciará ao direito de enriquecer urânio, mesmo buscando a paz com os EUA. O endurecimento do tom ocorre enquanto negociações para encerrar a guerra se aproximam de seu início.
Pezeshkian disse que o Irã não tem intenção de fabricar armas nucleares, mas manterá o enriquecimento sob controle. Segundo ele, os EUA devem aceitar esse direito como condição para qualquer acordo.
O presidente destacou que o Irã poderá oferecer garantias por escrito de que não desenvolverá uma arma nuclear, desde que haja reciprocidade com as exigências norte-americanas.
Encontro na Suíça
As delegações dos EUA e do Irã se reunirão neste domingo em Luzerne, Suíça, para a primeira rodada de negociações de paz, após a assinatura de um memorando válido por 60 dias. A liderança dos EUA será de J.D. Vance, o vice-presidente, e Abbas Araghchi lidera o lado iraniano.
Autoridades paquistanesas atuarão como mediadores do encontro, que deve durar alguns dias e visa consolidar um acordo provisório entre as partes.
O ambiente em Luzerne permaneceu tenso após o Irã anunciar, no sábado, um novo bloqueio ao estreito de Ormuz. O governo justificou a medida como resposta a supostas violação de cessar-fogo e à continuidade de ataques israelenses no Líbano.
O governo dos EUA negou, no entanto, que o canal de Ormuz esteja bloqueado para navios comerciais. Fontes ligadas ao exército iraniano indicaram à agência Fars que o acesso continua restrito pela Guarda Revolucionária.
Contexto regional
O bloqueio gerou irritação no governo americano, com Donald Trump enfatizando a importância da livre passagem pelo estreito. O tema preocupa mercados e parceiros comerciais da região, que acompanham os desdobramentos das negociações.
Entre na conversa da comunidade