- Trump disse que atacará o Irã com mais força se o Hezbollah, financiado pelo Irã, não impedir novos ataques ao Israel; a ameaça foi feita no Truth Social.
- As negociações entre EUA e Irã ocorrem em Zurique, Suíça, após a assinatura de acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio; há um memorando que prevê 60 dias para um acordo final sobre o programa nuclear e sanções.
- Entre os participantes estão JD Vance, Jared Kushner, Steve Witkoff, Abbas Araqchi, Mohammad Bagher Qalibaf, Abdolnaser Hemmati e representantes do Paquistão e do Catar.
- Vance afirmou que os EUA veem futuro de paz com o Irã e que os dois países podem seguir “juntos”, conforme pedido de Trump para virar a página na relação.
- O Irã disse que o acordo está em risco se suas cláusulas não forem aplicadas rapidamente, em meio a ataques entre Israel e Hezbollah; Trump havia falado em impor pedágio no Estreito de Ormuz.
Donald Trump ameaçou retomar ataques contra o Irã caso Teerã não impeça ataques do Hezbollah contra Israel. A declaração foi feita no domingo, dia 21, em meio a tensões regionais. A ameaça ocorreu no mesmo dia em que EUA e Irã iniciaram conversas após a assinatura de um acordo de paz para a região.
A reunião de Zurique, na Suíça, envolve autoridades dos EUA e do Irã, com a participação de mediadores do Catar e do Paquistão. Entre os presentes estão JD Vance, vice-presidente dos EUA, Jared Kushner e Steve Witkoff, além de representantes iranianos. O objetivo é discutir um memorando de entendimento com prazo de 60 dias para avançar em questões nucleares e de sanções.
O Irã anunciou que o acordo está sob risco se as cláusulas não forem implementadas rapidamente, citando a situação no Líbano e o confronto entre Israel e o Hezbollah. Em resposta, o Irã afirmou avaliar medidas adicionais para forçar o cumprimento. O Estreito de Ormuz, uma rota crucial de petróleo, foi mencionado em contexto de possíveis bloqueios caso as negociações avancem de forma não satisfatória.
Participantes e contexto das negociações
Estão presentes o chanceler iraniano Abbas Araqchi, o negociador-chefe Mohammad Bagher Qalibaf, o governador do Banco Central Abdolnaser Hemmati e representantes de Paquistão e Catar. A sinalização de avanço ocorre em meio a negociações diretas entre EUA e Irã iniciadas neste dia, com expectativa de progresso técnico nas conversas.
Perspectivas sobre o Estreito de Ormuz
O Irã reforçou que o Estreito de Ormuz pode ter seu trânsito restringido caso haja agressões, como referência às ações vistas no Líbano. O tema é um componente sensível, ligado ao fluxo de petróleo na região e às pressões econômicas impostas por sanções americanas.
Contexto das ameaças e do acordo
Trump afirmou que o Irã deve impedir que seus aliados no Líbano tragam instabilidades, sob pena de nova ofensiva dos EUA. As declarações ocorrem paralelamente às negociações em Zurique, que visam acordos sobre o programa nuclear iraniano e a suspensão de sanções. As conversas seguem com a participação de diversos atores regionais e internacionais.
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