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Ataques Fulani deixam mais de 20 mortos entre cristãos na Nigéria Central

Ataque de terroristas fulani na vila Kawel, Plateau, matou mais de vinte cristãos; autoridades são criticadas pela resposta e proteção às comunidades

Funeral de cristãos mortos na Nigéria (Foto: Reprodução)
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  • Na madrugada de 22 de junho, homens armados identificados como terroristas fulani invadiram a vila de Kawel, no condado de Bokkos, estado de Plateau, na Nigéria, matando mais de 20 cristãos e ferindo muitos outros.
  • Moradores relataram que as forças de segurança foram alertadas apenas ao amanhecer, após o ataque, e que a prioridade das autoridades acabou sendo atender aos mortos.
  • Em 16 de junho, já havia ocorrido o assassinato de Samuel Alaket, líder comunitário cristão e chefe do distrito de Gwande, também em Bokkos, em uma emboscada durante uma viagem.
  • Segundo a Lista Mundial da Perseguição 2026, a Nigéria teve o maior número de cristãos mortos no período considerado (outubro de 2024 a setembro de 2025), respondendo por 72% dos 4.849 mortos em todo o mundo.
  • O país ocupa a 7ª posição na lista dos 50 lugares onde é mais difícil ser cristão, com relatos de ataques de milícias extremistas na região Centro-Norte contra comunidades agrícolas.

Em ataque registrado na madrugada desta segunda-feira, mais de 20 cristãos foram mortos na vila de Kawel, no condado de Bokkos, Plateau, Nigéria. Investigadores apontam atuação de pastores fulani como autores do ataque, que ocorreu por volta das 2h, conforme relatos coletados pela imprensa cristã local.

Testemunhas citadas pelo Christian Daily International-Morning Star News descrevem que os invasores chegaram à comunidade de Mushere, atingindo Kawel. Além das mortes, há relatos de muitos feridos, enquanto a resposta das forças de segurança só foi notada próximo ao amanhecer, segundo moradores.

As autoridades locais são apontadas como não terem impedido os ataques no momento crítico, gerando descontentamento entre a população cristã. Resgates e identificação de vítimas continuam em andamento, com buscas por desaparecidos e encaminhamentos a serviços de saúde.

Em 16 de junho, outro ataque violento na região resultou na morte de Samuel Alaket, líder comunitário do distrito de Gwande, também em Bokkos. O Conselho Tradicional de Bokkos confirmou o episódio e expressou condolências à família e à comunidade.

A violência na Nigéria Central ocorre no contexto de tensão entre comunidades cristãs e grupos fulanis armados. A Lista Mundial da Perseguição 2026 aponta o país entre os 50 onde é mais difícil ser cristão, com a Nigéria registrando alta mortalidade de fiéis no período analisado.

Dados da lista indicam que, entre 1º de outubro de 2024 e 30 de setembro de 2025, 3.490 cristãos foram mortos no mundo por motivos religiosos, com a Nigéria respondendo por grande parte dessas mortes. Autores apontam que conflitos por terra e recursos alimentam a violência na região Centro-Norte.

Contexto internacional envolve grupos jihadistas atuando em várias áreas do norte do país, incluindo Boko Haram e ISWAP. Observadores indicam que fatores locais, como desertificação e disputas por terras, alimentam episódios de violência contra comunidades cristãs.

Segundo o APPG, relatório de 2020 aponta estratégias de ataques a cristãos e símbolos da identidade cristã por parte de alguns grupos fulani, com similaridade a táticas de outros grupos extremistas. Observadores destacam a necessidade de proteção de comunidades vulneráveis e de resposta eficaz das autoridades.

Fontes citadas incluem o Christian Daily e Morning Star News, com referência à Folha Gospel. O Portal Folha Gospel agrega informações sobre a perseguição de cristãos na Nigéria, sem divulgar contatos de outros portais.

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