- Em 11 de junho, o presidente Donald Trump assinou uma proclamação executiva para abrir áreas de pesca comercial adicionais em áreas remotas do Pacífico, citando como objetivo promover oportunidades econômicas.
- A medida abrange partes de três monumentos marinhos—Rose Atoll, Mariana Trench e Papahānaumokuākea—somando quase 1,8 milhão km2 de recifes, trincheiras oceânicas e ilhas remotas.
- A proclamação reverte proteções para cerca de 1,3 milhão km2 da área, permitindo pesca industrial com longas linhas e redes de cerco, entre outras vias.
- Conservacionistas alertam que a abertura pode afetar inúmeras espécies, incluindo tartarugas, baleias, tubarões, aves marinhas e peixes, muitas endêmicas.
- A legalidade da ação é contestada pela Earthjustice; parte de Papahānaumokuākea é Patrimônio Mundial da UNESCO e é considerada sagrada para nativos havaianos.
O presidente dos EUA, Donald Trump, assinou em 11 de junho uma proclamação executiva que amplia áreas de pesca comercial em zonas remotas do Pacífico. A medida afirma visar retorno econômico ao abrir parte de monumentos marinhos já protegidos. Organizações ambientais divergem sobre o impacto.
A nova proclamação estende-se a porções de três monumentos marinhos: Rose Atoll, Fossa das Marianas e Papahānaumokuākea, somando quase 1,8 milhão de km². A ação retira proteções de cerca de 1,3 milhão de km² para permitir pesca industrial, incluindo longas linhas e redes de cerco.
Conservacionistas alertam que a coletiva atividade pode afetar várias espécies vulneráveis, como tartarugas, baleias, elefantes-do-mar, aves marinhas e peixes endêmicos. Papahānaumokuākea, parte de uma área de UNESCO, é considerado sagrado pela comunidade nativa Havaí.
Ações legais já foram iniciadas por Earthjustice, que questiona a constitucionalidade da manobra sob o Antiquities Act. O grupo sustenta que o ato autoriza criação de monumentos, não a retirada de proteção, e aponta incertezas jurídicas.
Até o momento, a maioria das áreas protegidas permanece remota e desabitada, com exceção de trechos que integram o patrimônio cultural de comunidades nativas. O anúncio gera debates sobre equilíbrio entre uso econômico e preservação ambiental.
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