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Nova agressão em grupo na Índia reacende lembranças do caso Delhi 2012

Caso de Bihar reacende lembranças da violência de Delhi, com denúncia de negligência policial e falhas no atendimento médico

Shahnawaz Ahmad The Bihar gang rape survivor in hospital
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  • Em Begusarai, Bihar, Soma, mulher de 28 anos e mãe de quatro filhos, foi atacada em casa na noite de 11 de junho e estuprada por cinco homens; médicos disseram que objetos foram inseridos e uma cápsula de bala foi encontrada.
  • O atendimento inicial foi considerado inadequado; o marido a levou a uma delegacia, que se recusou a registrar a ocorrência, e o chefe da delegacia foi suspenso por negligência.
  • Um boletim de ocorrência foi registrado em 13 de junho; dois dos cinco suspeitos foram presos e uma Unidade Especial de Investigação (SIT) investiga os demais.
  • Soma permaneceu hospitalizada; no dia 18 de junho uma cápsula de munição foi retirada do corpo e ela segue estável, em recuperação.
  • O caso reacende comparações com o ataque de Delhi em 2012; ativistas afirmam que a violência sexual persiste e que há apatia de polícia e serviços de saúde, com Soma buscando retornar aos filhos.

A vítima, identificada como Soma para preservar a identidade, relatou à BBC Hindi ter sido atacada em sua casa, em Begusarai, Bihar. O crime ocorreu na noite de 11 de junho, envolvendo violência sexual grave com objetos, segundo informações médicas.

A mulher, mãe de quatro filhos, foi estuprada por um grupo de homens após invadirem o banheiro externo de sua casa. Ela descreveu ferimentos no peito e disse que o marido inicialmente confundiu os gritos com ruídos de um gato.

Segundo reportagem, a polícia informou que há três réus identificados e dois não identificados. Dois homens já foram presos; uma equipe de investigação especial atua para localizar os demais, e o caso está em andamento.

Paralelamente, o atendimento médico inicial foi contestado pela família. Soma afirmou que, ao buscar ajuda, enfrentou resistência de um clínica privada e também de serviços públicos, sendo encaminhada para um centro de saúde comunitário e, posteriormente, para um hospital distrital.

A cirurgia e os exames confirmaram a agressão sexual, com a descoberta de um casquilho de bala durante a avaliação. A administração do hospital disse que a vítima chegou com dor abdominal e que a agressão foi revelada apenas após nova avaliação.

Contexto e reação

Especialistas e ativistas ressaltam que casos como esse revelam falhas na resposta policial e médica, principalmente em áreas rurais ou remotas. Entidades de direitos humanos apontam que muitas ocorrências não são denunciadas ou tratadas de forma adequada.

A família de Soma relatou dificuldades para obter atendimento contínuo e digno. O hospital informou que a vítima foi mantida sob observação e tratamento adequado, com a continuação do acompanhamento médico. A jovem segue hospitalizada e sob monitoramento.

O caso reacende o debate sobre violência sexual no país e as críticas a políticas públicas de proteção às mulheres. Organizações sociais defendem melhoria de protocolos, treinamento de profissionais e resposta rápida das autoridades.

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