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Justiça dos EUA nega revelia de Moraes; AGU atua em ação de Rumble e Trump Media

Justiça da Flórida admite a participação da AGU no caso contra Moraes; revelia não decretada e análise do pedido de extinção fica para etapa seguinte

Alexandre de Moraes, ministro do STF
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  • Justiça Federal da Flórida autorizou a entrada do Brasil, representado pela Advocacia-Geral da União (AGU), no processo movido por Rumble e Trump Media contra o ministro do STF, Alexandre de Moraes.
  • A corte também adiou a análise do pedido brasileiro de extinção da ação, determinando que as empresas apresentem resposta em até 14 dias.
  • A revelia de Moraes (reconhecimento de que o ministro não respondeu no prazo) foi negada por ora “sem prejuízo”, mantendo a possibilidade de a defesa ser reintroduzida depois.
  • A AGU sustenta que Moraes atua na qualidade de ministro do STF, e não como pessoa física, e que o Brasil é o verdadeiro interessado na controvérsia.
  • A ação, movida em 2025, questiona ordens atribuídas ao ministro para suspensão de contas em plataformas digitais, alegando violação à Primeira Emenda, leis dos EUA sobre plataformas e proteção de dados, além de políticas públicas americanas.

A Justiça Federal da Flórida autorizou nesta terça-feira a entrada do Brasil, representado pela AGU, no processo movido por Rumble e Trump Media contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF. A decisão também adiou a análise do pedido de extinção da ação.

A Corte negou, por ora, o pedido das empresas para registrar a revelia de Moraes, ou seja, reconhecer que ele não respondeu no prazo. O tribunal determinou que a AGU apresente defesa em até 14 dias.

A ação, aberta em 2025, questiona ordens atribuídas ao ministro para suspensão de contas em plataformas digitais, sob alegação de violação à Primeira Emenda, leis de plataformas digitais e proteção de dados. A decisão não analisa o mérito nem se Moraes pode ser processado nos EUA.

Brasil entra no processo como parte interessada

A AGU sustenta que Moraes age na condição de ministro do STF, não como particular, e que o Brasil é o verdadeiro interessado na controvérsia, impedindo avanço de decisões brasileiras no país. O objetivo é preservar a soberania jurídica brasileira no caso.

O que fica em aberto

A Corte não decidiu sobre a possibilidade de Moraes ser processado nos EUA nem sobre a executabilidade das ordens no território americano. Esses pontos dependem da resposta das empresas ao pedido de extinção apresentado pelo Brasil.

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